Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011

Desilusão do Liberalismo: Alexandre Herculano


Longe de insuspeições e com erudição clara, a melhor crítica ao liberalismo chega-nos de dentro daqueles que o viveram entusiasticamente, que o apoiaram incondicionalmente e que por fim, incapazes de esconder a sua amargura perante os resultados trágicos daquilo em que um dia tanto acreditaram, o denunciam como uma maldição assassina inimiga de povos e nações. O fragmento seguinte, não deixa dúvidas da decepção que o brilhante escritor sentiu em relação ao liberalismo que disseminava o caos social no Século XIX, o século da expansão do individualismo radical.

“O povo tinha liberdade e quis licença; tinha justiça, e quis iniquidade; o povo perecerá.
Desgraçado daquele, que anda fora dos caminhos do Senhor; correndo despeado por despenhadeiros sentir-se-á por fim o baque do seu corpo, que se esmigalha batendo no fundo de um precipício.
Quando uma Nação quebra todos os laços sociais, dela será todo o dano.
Para as turbas, o cheiro do sangue é um perfume suave; o roubo uma gloriosa conquista. Porque a plebe desenfreada é um fantasma do crime, como o espectro da morte, como o grito do extermínio.
Os tiranos sorriem, e dizem por escárneo aos homens virtuosos: ide, e dai liberdade às turbas; erguei à dignidade de homens livres servos e devassos, e educados no lodo; eles vos pagarão com a única moeda que guardam em seus tesouros.
Povo! Os que hoje saúdas como numes, amanhã tu os farás em pedaços, e lhes arrastarás pelas ruas os cadáveres cobertos de feridas e pisaduras.
Porque, bem que tarde, conhecerás que eles te hão enganado. Prometeram-te abundância, e achar-te-ás faminto; prometeram-te liberdade, e achar-te-ás servo.
A licença mata a liberdade; porque se livremente oprimes, livremente podes ser opresso; se o assassínio é o teu direito, direito será para os outros assassinar-te." (Alexandre Herculano in «A Voz do Propheta», 1ª e 2ª séries, extractos.)

Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

Antiliberalismo: José Acúrcio das Neves

Nascido no Casal de Cavaleiros de Baixo, distrito de Coimbra, em 1766, foi «sempre zeloso partidário do Sr. D. Miguel, em cujo serviço continuou activamente até à morte, e para o seu tempo assaz versado nos estudos d´economia política, e em matérias industriaes», no dizer de Inocêncio. Sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, Cavaleiro das Ordens de Cristo e de N.ª Senhora da Conceição, bacharel formado em Leis pela Universidade de Coimbra, exerceu a magistratura, tendo sido Juiz de Fora da cidade de Angra, secretário do tribunal da Real Junta do Comércio de Lisboa, desembargador da Relação do Porto e deputado às Cortes de 1822. Numa vasta obra dá a ressaltar a «História geral da invasão dos franceses em Portugal e da restauração deste Reino», bem como vários manifestos contra a tirania francesa e diversas memórias descritivas sobre assuntos de economia e de política. Morreu em 1834 no lugar de Sarzedas, (Caldas da Rainha) pouco antes do fim da guerra civil. (Miguel Taveira, De Santo António a Oliveira Salazar, Por Portugal, Edições Fernando Pereira, Lisboa, 1980)

“Desde que os reformadores de 1789 puderam pôr em prática o seu infernal sistema, eles não têm cessado de enganar, e concitar os povos com o simulacro desta divindade quimérica. E com que se têm achado os povos? Com a escravidão, com a licença demagógica, que outra coisa não é a liberdade plantada pelas baionetas, e sustentada a tiros de peça. É uma liberdade que tem feito da Europa um campo de batalha, e substituídos os governos legítimos, a cujo abrigo as Nações tinham chegado ao mais alto ponto de prosperidade, um vandalismo mais cruel, e mais destruidor que o dos bárbaros de Genserico. A verdadeira, a justa liberdade, que não excede os limites que lhe prescreve um Governo bem ordenado, e só descansa à sombra da pacífica oliveira, foge do estrondo das armas, foge do tumulto das revoluções." (José Acúrcio das Neves, In «Cartas de um português aos seus concidadãos», Lisboa, 1822, pág. 45.)

Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Música do Barroco: Alessandro Marcello


O Barroco deu ao mundo os melhores compositores de música espiritual, dos principais destacamos Henry Purcell, António Vivaldi, Johann Sebastian Bach, e, entre os menos falados homenageamos, hoje, Alessandro Marcello (1669 – 1747) que foi um distinto compositor do barroco veneziano. O Concerto em Ré menor que o nobre músico escreveu para oboé, cordas e baixo contínuo é das suas obras a mais conhecida, embora em nosso entender merecesse muito mais divulgação do que aquela que tem tido. Mas, como bem sabemos a modernidade cilindra tudo aquilo que a incomoda e que choca com os seus dogmas revolucionários.

Conforme testemunha este riquíssimo tema musical, a harmonia e a alegria interior conviviam sem incompatibilidades nas artes realizadas antes dos efeitos nefastos da ignominiosa Revolução de 1789. Nas sociedades tradicionais o vírus mental subversivo estava neutralizado, tudo respeitava uma ordem, tudo era feito de acordo com as provas dadas e tudo era pautado pela excelência que a divindade generosamente nos oferecia. Na música os sons eram combinados de forma a torná-los agradáveis ao ouvido apelando à serenidade. A agressividade e a distorção, formas abjectas da estética moderna, que actualmente dominam, estavam banidas dos meios artísticos.

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Livros: Heródoto - A Batalha das Termópilas

“No verão do ano 480 a.C. o poderoso exército persa, sob o comando do rei Xerxes, avança pelo Mediterrâneo com um objectivo claro: a conquista da Grécia. Atenas e Esparta decidem defender-se, mas, frente à superioridade numérica dos persas, vêem-se forçadas a usar todo o seu engenho.
Leónidas, rei de Esparta, e os seus guerreiros hoplitas aguardam o exército persa no desfiladeiro das Termópilas. Num acto de heroísmo que lhes custou a vida, os trezentos espartanos retêm o inimigo tempo suficiente para que a Grécia se prepare para o verdadeiro combate.
Nestas páginas, o leitor poderá seguir o desenrolar deste episódio, através das crónicas de Heródoto. Ao longo dos séculos, muitos têm sido os autores a basear-se no seu testemunho para recriar de mil maneiras – em forma de poema, novela, película e comédia – esta gloriosa epopeia.” (Contracapa)

Este facto histórico revestido de grande heroísmo, apanágio do mundo antigo, mostra-nos a grande diferença de homens e de valores entre aqueles que com o sacrifício da própria vida defendiam as suas nações, os seus deuses e as suas famílias, e aqueles, que hoje, aburguesados e agarrados a todo o tipo de direitos mas que escorraçam os seus deveres entregam sem pestanejar as suas pátrias, negam o Deus que lhes facultou a existência, desprezam as famílias, e enfim vendem a alma ao diabo por um prato de lentilhas.

A honra expressa pela proeza levada a cabo por estes nobres europeus é testemunho da grandeza legada pelos nossos antepassados e deve ser uma orientação segura para enfrentarmos o tenebroso futuro que se aproxima.

Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

A ler: George Orwell - 1984



"Comparadas com as actuais, todas as tiranias do passado foram tímidas e ineficazes. Os grupos dominantes, até certo ponto, sempre se deixaram contaminar pelas ideias liberais, e permitiram que inúmeros domínios escapassem ao seu controlo, contentando-se em tomar apenas em consideração actos explícitos, sem se interessarem pelo que pensavam os súbditos. Pelos padrões actuais, até a Igreja Católica da Idade Média foi tolerante. Explica-se isto em parte pelo facto de que no passado nenhum governo ter capacidade para manter os cidadãos sob vigilância constante. A invenção da imprensa, no entanto, tornou mais fácil manipular a opinião pública, e o cinema e a rádio levaram ainda mais longe o processo. Com o desenvolvimento da televisão e os avanços técnicos que tornaram possível emissão e recepção simultâneas através do mesmo aparelho, a vida privada acabou. Cada cidadão, ou pelo menos cada cidadão suficientemente importante para valer a pena vigiá-lo, pode ser mantido vinte e quatro horas debaixo dos olhos da polícia e sob a influência da propaganda oficial, com todos os outros canais de comunicação cortados. A possibilidade de impor a todos os súbditos não só a obediência absoluta à vontade do Estado, mas também uma absoluta uniformidade de opinião, existe agora pela primeira vez." (1984 - Contracapa)

Um livro de ficção que nos transporta para um futuro provável, o presente é já um prenúncio da profética visão do autor da fábula O Triunfo dos Porcos.

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

Brandão Ferreira em Sintra


O Exmo Sr. Ten. Coronel Brandão Ferreira estará, no dia 29 de Novembro, às 18:00, na Biblioteca Municipal de Sintra – Casa Mantero - Rua Gomes de Amorim, 12/14, para apresentar o seu extraordinário livro Em Nome da Pátria.

Mais uma obra que cai na sociedade socialista portuguesa como uma pedra no charco. A conta gotas as verdades vão surgindo, 35 anos após a hecatombe, o corajoso militar traz a lume a questão da vergonhosa descolonização apontando o dedo quer aos traidores quer aos inimigos dos portugueses situados no exterior. As primeiras palavras de Brandão Ferreira não deixam dúvidas que estamos na presença de um livro excitantíssimo, o autor começa logo, no átrio, com uma verdade inequívoca, o facto de “a História ser sempre escrita pelos vencedores”. O livro demonstra que Portugal fez uma guerra justa, que militarmente dominávamos sobre as forças terroristas, e que a razão pendia para o nosso lado. Somos de seguida convidados a pensar no porquê de no “terceiro mundo” os nacionalismos serem incentivados exacerbadamente enquanto na Europa das nações o nacionalismo ser violentamente reprimido. Uns devem ser nacionalistas e os outros não, porquê?! Há aqui uma distinção que roça a discriminação difícil de perceber, ou melhor, só é difícil de perceber para quem desconhece os meandros da política internacional, convenhamos que nas últimas décadas o esclarecimento não tem sido salutar, enquanto o embrutecimento das populações uma amarga realidade.~
A resposta não poderia ser outra, os países comunistas fomentaram o terrorismo com vista a dominarem uma parte importante do globo no contexto da Guerra Fria. O antiportuguesismo atacou dentro e fora das nossas fronteiras, mas sempre com a ONU à cabeça dos movimentos subversivos.
O autor apresenta sempre Salazar como irrepreensível e como um homem superiormente inteligente e de grande prudência. Relativamente a Adriano Moreira o autor classifica-o como um indivíduo pertencente nos anos 60 à esquerda moderada, o que contribui para a nossa curiosidade na medida em que este perito nos assuntos ultramarinos e em Ciência Política viria a passar-se por uma figura de direita, enfileirando no CDS, após a revolução dos cravos vermelhos. Este singelo facto corresponde a mais uma prova que a verdadeira direita foi banida na época dita democrática. Também é focado o nome de Marcello Caetano que sendo indiscutivelmente uma mente brilhante na área académica acabou por ser um fracasso como governante, sendo-lhe imputadas responsabilidades no estranho capitular do governo em 1974, uma vez que a sua inércia, apesar dos avisos da DGS, permitiu o sucesso dos revoltosos. O livro é isento de interesses partidários e do fanatismo ideológico, logo o que nele se relata é a verdade dos acontecimentos.
Os ventos afinal estavam a nosso favor, os EUA estiveram ao lado de Portugal excepto no período da administração de John Kennedy. A realidade económica de Portugal era um verdadeiro milagre face aos desastres financeiros que varriam o mundo no tempo de Salazar, e só os pérfidos poderão negar a virtude do grande estadista. Quando surgiu a questão do Mercado Comum, Portugal recusou a sua integração pois avaliados prós e contras se chegou à conclusão de que daí advinham graves prejuízos. Ficou dessa forma salvaguardada a economia nacional, a comprová-lo o crescimento contínuo do Produto Nacional Bruto (PNB), a acumulação de reservas de ouro, e a inexistente dívida externa. Portugal era uma Nação orgulhosa de si mesma, em visível expansão económica, honrando brilhantemente os seus heróicos 800 anos de História.
À medida que se relatam as tragédias, as frias crueldades e traições que desabaram sobre os portugueses além-mar, a emoção e a vergonha vão inevitavelmente constringindo o coração do leitor. Salta à vista as duas mentalidades do antes e do pós revolução, uma primava pela consciência nacional a outra pela delapidação nacional.
A conservação das províncias ultramarinas portuguesas chocava com o liberalismo baseado na concorrência do comércio internacional e com o imperialismo económico dirigido pelas novas potências militares emergentes após a Segunda Guerra Mundial. Contudo, prevaleceram as acções antipatrióticas e lesivas do interesse nacional. São quase 600 páginas de romance da vida real, uma tragédia! Leitura imperdível para quem procura verdades.
Fragmentos da Obra em Destaque
“à data do inicio da subversão, Portugal era um Estado financeiramente forte, com uma administração rigorosa, onde existia um superavit nas contas e onde a massa monetária em circulação valia efectivamente o que representava, por estar coberta pelas reservas de ouro e pelas divisas. Daí que o escudo fosse uma das moedas mais estáveis, fortes e respeitadas do mundo.” (Em Nome da Pátria, pág. 132).
“Durante séculos, o pensamento católico procurou um meio-termo possível entre a imoralidade de deixar sem defesa o bem comum e a imoralidade da violência desproporcionada. A Igreja sempre procurou humanizar os conflitos armados tidos como um mal. Foi no seguimento desse princípio que surgiram as leis da cavalaria, as tréguas de Deus, os usos da guerra, o tratamento de prisioneiros, etc., que estão na origem das modernas leis da guerra. O dever de defender uma cidade era evidente para a maior parte dos ministros religiosos, já Santo Agostinho afirmava que «ninguém negará ao sábio o direito de fazer a guerra justa ao inimigo», enquanto que Santo Ambrósio, por seu lado, considerava justa a guerra por ofensas à honra. Estavam assim lançados os fundamentos da guerra justa, cuja primeira definição foi avançada pelo bispo de Hipona: «Costumam definir-se guerras justas as que vingam injustiças.»” (Em Nome da Pátria, pág. 245/6).
“Pior do que a guerra é as sociedades humanas viverem subjugadas pela violência unilateral de um só grupo, pelo poder dos fortes sem escrúpulos, pelo vício, pela corrupção que não conhece limites, pela negação da verdade, da justiça ou liberdade. Ou seja, pelo domínio do mal e pelo desespero de saber que a paz e a ordem jamais serão restabelecidos. O bem que a paz fomenta nunca poderá ser garantido pelo comodismo pacifista, nem poderá provir da iniquidade de entregar as populações aos caprichos de ideologias ou de ideais perversos.” (Em Nome da Pátria, pág. 250/1).
“É curioso verificar que os EUA e a URSS, sempre tão pródigos em apoiar a descolonização e a autodeterminação das populações e dos territórios dos outros, não o admitam em relação a si mesmos. Senão vejamos: que dizer dos territórios que o ducado da Moscóvia, mais tarde Rússia, foi anexando em todas as direcções, só parando no Pacífico, no Cáucaso e numa fronteira muito instável na Europa Oriental? Será porque conquistaram a cavalo e os ocidentais foram de navio? E os americanos, alguma vez pensaram em conceder a independência aos índios? Ou entendem que têm mais direito ao Louisiana e ao Alaska, só porque os compraram, do que os portugueses à Guiné, que descobriram e colonizaram? E será que o factor geográfico é válido para Moçambique e não é válido para o Havai?” (Em Nome da Pátria, pág. 361).
“a Santa Sé usou de uma grande duplicidade em relação a Portugal, sobretudo durante o Pontificado de Paulo VI; por um lado visitou Fátima, por outro lado recebeu os responsáveis pelos movimentos independentistas; por intermédio do episcopado português apoiava a política de Lisboa, mas através de missionários e de católicos «progressistas» apoiava os agentes da subversão.” (Em Nome da Pátria, pág. 364).
“as contas estavam equilibradas e não havia deficit; a inflação era muito baixa e praticamente não havia desemprego; os salários, apesar de baixos, foram subindo paulatinamente, sendo a diferenciação dos valores nas diferentes profissões muito mais equilibrada e justa do que aquilo que se passou a verificar depois da revolução de Abril,” (Em Nome da Pátria, pág. 371).
“Por aquilo que é secundário, negoceia-se; pelo que é importante, combate-se; pelo que é fundamental, morre-se.” (Em Nome da Pátria, pág. 398).
“Não soubemos «merecer os nossos antepassados» poderá ser a síntese que nos leva ao veredicto final: aqueles que não souberam defender a pátria, por não a terem sabido amar, acarretarão para sempre, e perante a posterioridade, as responsabilidade e a vergonha de a terem deixado perder. Deus guarde Portugal e os Portugueses.” (Em Nome da Pátria, pág. 513).

Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

A Desgraça dos Povos Europeus

“As opiniões falsas parecem-se com as moedas falsas que são, primeiro, fabricadas por criminosos e, depois, gastas por pessoas honestas que perpetuam o crime sem saber o que fazem.” (Joseph de Maistre).

As massas são facilmente manipuladas porque desconhecem a verdade, o conhecimento está, apenas, acessível a poucos. Quem tem o poder de as conduzir diz-lhes o que quer consoante as suas conveniências e, elas ingenuamente acreditam porque foram ensinadas a crer que tudo aquilo que vem dos órgãos de comunicação instituídos pelo domínio revolucionário corresponde à verdade. Os povos europeus têm assim sido levados a agir contra os seus próprios interesses e a acreditarem que a responsabilidade de todos os males do mundo é deles mesmos. Curiosamente e lamentavelmente, os europeus contagiados pelos vírus da mentira padecem duma histeria autopunitiva, tragicamente demolidora, que dita o fim da sua civilização. Aqui, connosco, não há complexos de culpa, só pecamos por não fazermos mais e melhor.

Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

A Falsa Contestação

“Os verdadeiros inimigos da sociedade não são os que ela explora ou tiraniza, são os que ela humilha.” (Georges Bernanos)

Seguindo os passos dos “indignados”, o movimento geral de revolta criado pelas mentes pensantes ao serviço da Nova Ordem Mundial, composto exclusivamente por materialistas, contra as enfermidades da sociedade materialista, um absurdo portanto, se seguem outros materialistas utópicos, eternos descontentes com a marcha do progresso, pois exigem que o progresso seja mais veloz, uma vez que o “tudo para todos” ainda não foi concretizado e a “igualdade entre os homens” não passa de uma miragem.

De protesto em protesto, de luta em luta, os anos vão passando e o futuro fica cada vez mais negro, mas não apenas para os que se envolvem nas terapias de grupo que são os passeios dos alegres usados como purgas de stress. As maiores vítimas da sociedade nunca se manifestam, nunca ostentam bandeiras vermelhas ou de outra cor qualquer, são em número muito maior do que os manifestantes habituais, os agitadores e os orquestradores, porém, sofrem calados. O sistema oprime-os, não os liberta. Estes fazem parte das centenas que se suicidam anualmente em Portugal, que os mass media evitam focar, e dos milhões de portugueses que agonizam na depressão.

Efectivamente, pior que uma remuneração pequena que não permite a satisfação de todos os desejos pelo consumo é não ter emprego sequer, e o sistema é prodigioso a multiplicar o desemprego, pior do que a violência doméstica é não ter família, pior que a falta de dinheiro para os vícios, é a ausência desejo para gastar aquilo que se possui. Pessoas na miséria, pobres, gente sem rumo, gente que padece dos males da sociedade burguesa revolucionária constituem muitos milhares de infelizes, e estes não se revoltam, não se queixam, não têm um canal de televisão que difunda a sua mensagem nostálgica. Pessoas que não podem sair à rua devido à criminalidade descontrolada, ao pânico, à insegurança, à fealdade circundante, ao desgosto de ver as suas terras transformadas em asilos onde se instalam miseráveis do mundo inteiro são muitas e muito tristes, pois ninguém as ouve, ninguém quer saber dos seus problemas.

A exteriorização do descontentamento programado através das câmaras da televisão não passa de uma fantochada que vai servindo para que tudo se conserve na mesma, e pior, o real objectivo desses engenheiros da reivindicação é transformar ainda mais a sociedade, contra os interesses dos portugueses, de forma a melhor servir a conveniência dos plutocratas internacionalistas que tudo dominam desde a fundação das lojas que albergam determinadas sociedades secretas.

Aguardando sofregamente por justiça, os humilhados estão maltratados também por esses “indignados”, que são falsos sofredores, nada empreendedores e desconhecedores do espírito de sacrifício. O povo há muito caçado pelo polvo, não tem forma de escapar para já, porque o povo está decepado enquanto o polvo tem a cabeça oculta. É, pois, fundamental que emirja uma elite protectora, esclarecedora e recta, ou um salvador nacional, caso contrário o povo português desaparecerá sob as garras dos abutres e dos parasitas sempre oportunistas.

Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

Expansão do Terceiro-mundismo

Entre as moderníssimas correntes conceptuais da esquerda actual encontramos o terceiro-mundismo impregnado até à medula na sociedade europeia do pós-guerra. Os novos valores desta tese subversiva, cozinhados nas lojas maçónicas e apurados maliciosamente pelos tentáculos marxistas, são incompatíveis com a Civilização Ocidental Tradicional. Tudo o que a Europa possuía de bom em termos espirituais, herança da civilização greco-romana, da aristocracia germânica e da escolástica, está a sumir-se. A degradação constante prova a repulsa que as novas tendências ideológicas nutrem pela nossa cultura ancestral. No seu lugar surge uma nova mentalidade altamente trágica para os povos europeus. A orquestrar a imposição da invasão, colossal e hedionda, estão os mass media, responsáveis também juntamente com o ensino público pelo controlo mental das populações. Desgraçadamente, sem resistências suficientes, sem defesas, sem ninguém que lute contra o Mal, é inevitável o padecimento da aculturação lesiva.

Daqui decorre que enquanto as zonas menos evoluídas do globo se expandem economicamente e demograficamente, a Europa está a empobrecer, a mingar muito em população e ainda tem que obrigatoriamente partilhar o seu espaço com a fúria expansionista de povos hostis.

Se algum europeu se insurgir contra a (des)ordem dominante, a anarquia angustiante responsável pela crise, pode estar seguro que a Polícia do Pensamento o tentará liquidar psicologicamente, essa pessoa corre o risco de ser anulada e impedida de se expressar seja por que meio for. Assim, o conjunto de preceitos revolucionários instituídos e inquestionáveis, o chamado pensamento politicamente correcto ao serviço das forças anti-nação, a cassete vermelha, detém o monopólio das ideias que se podem expor e propor.

O materialismo utópico, seja capitalista e individualista ou comunista e socialista, está sem opositores, lavra impune e impõe as regras a seu bel-prazer. A transcendência ordeira, a referência de Bem, é desprezada e alvo de escárnio. Sobressai neste ambiente caótico o domínio da selvajaria, o recuo civilizacional é notório; a honra, a lealdade, a educação, o respeito e o amor ao próximo já não fazem parte dos novos valores em voga.

Indiscutivelmente, as concepções terceiro-mundistas triunfaram e, agora, sobram os indivíduos imbecilizados, sem rumo, sem esperança, sem consciência, sobram os farrapos humanos, sobra a mediocridade, a baixeza e a injustiça. Num cenário destes, em que a vulgaridade e a brutalidade dominam sobre a excelência e a verdade é impossível qualquer solução para os graves problemas que nos fustigam.

A escravidão e a extinção começam agora a ser visíveis até pelo cidadão comum, mesmo assim ainda não há forças suficientemente organizadas, perceptíveis, pelo menos em Portugal, que se oponham ao avanço da Besta. Até onde será preciso a Europa enterrar-se para que se faça luz?!
Valha-nos o arcanjo São Miguel!

Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Obsessão pelo Optimismo

Entre as muitas maleitas trazidas pelo modernismo, e pelo mundialismo que lhe está associado, encontramos a ideia de que o estado de espírito que vê o bem e o bom em todo o lado deve ser exemplo a seguir. Esta disposição esquizóide inculcada pelas novas correntes psicológicas tenta ignorar a existência do Mal e identifica o Bem com a alienação em relação a tudo o que possa causar problemas, com a despreocupação, com o conforto imediato, com o prazer irreflectido, etc.

Juntamente com o optimismo permanente, que forçosamente exige a negação do Mal, aparelha-se-lhe o imobilismo moral, uma vez que para haver uma acção benéfica necessariamente tem que haver uma luta contra o Mal, não sendo o Mal identificado ou reconhecido a acção saudável não acontece. Dentro do imobilismo aqui representado temos como exemplo o abandono do combate pelo bem comum. A construção desinteressada com vista ao benefício comunitário desapareceu, hoje em dia apenas se age com vista ao bem exclusivamente próprio.

O imobilismo de que falamos impede a construção do futuro, agarra-se às obras realizadas pelos nossos antepassados, mas, não prepara a sobrevivência das próximas gerações. Acontece porém que o futuro chega depressa, e se a geração anterior consumir e não produzir certo é que a geração presente já está sofrer as consequências das negligências anteriores. Ora, é precisamente isso que acontece neste momento, a geração de hoje sofre pelos erros da geração de ontem. E o mais curioso é que se teima em seguir o mesmo caminho suicida.

A obsessão optimista obriga a comportamentos desajustados à realidade actual, as pessoas são levadas a pensar que tudo corre bem, tudo vai bem, exemplos desses não faltam mesmo ao mais alto nível político, os políticos frequentemente enganam descaradamente as multidões seduzindo-as com o pensamento positivo, tudo vai bem, não se passa nada de anormal, todavia a tragédia económico-social iminente prova o oposto. A comunicação social alinha pela mesma cartilha da psicologia desconstrutiva, perante políticas nefastas os media, tudo subvertendo e recorrendo a intrujices sofisticadas, conseguem passar a ideia do contrário. Um exemplo, ocorrido no momento, relaciona-se com a imigração ilegal, os mass media perante uma invasão de pessoas culturalmente impreparadas e propensas à exploração, obviamente nefastas para os autóctones europeus, invertendo tudo afirmam desavergonhadamente que os “imigrantes enchem os cofres do Estado”. A falência da Europa mostra, contra todas as teorias do internacional-socialismo, promotor do multiculturalismo e da subsidiodepêndencia, precisamente a incopatibilidade com esta ideia absurda.

As pessoas amarradas à mentalidade que apregoa a inexistência do Mal, comportam-se como zombies, perdem a personalidade original devido à propaganda materialista promovida pelos causadores da desordem e permitem que as suas vidas se tornem inúteis, atravessam a sua existência como que de olhos fechados, pois são incapazes de perceber de onde vem a onda negativa que impede as suas realizações pessoais. As lavagens cerebrais têm um preço, as massas embrutecidas alegremente louvando o poder da baixeza, acabam, mais tarde ou mais cedo, por entrar em desespero e agir de forma imprevisível, inconsequente e selvaticamente, destruindo tudo com a sua fúria devido ao elevado grau de frustração que as possui.

Como consequência imediata do que dizemos, as pessoas deixaram de se preocupar com o futuro, com os problemas essenciais da vida, com a sua missão e com a sua natureza, com o que quer que seja que não lhes traga uma satisfação imediata, porém a felicidade escapa-se-lhes por entre os dedos como a água. Este falso progresso com base em mentiras está já a dar os seus frutos podres, a sociedade conspurcada moderna já não satisfaz, a intranquilidade cresce, mas contra toda a lógica, o mesmo estado de espírito optimista continua, as gargalhadas são obrigatórias, a circunspecção proibida, a razoabilidade desprezada e a exuberância indispensável para que não se caia na marginalidade social. Nós somos os sérios, os que se riem por dentro mas que mostram a serenidade por fora, a felicidade é interior e não exterior, os contidos, os sensatos e os justos. Tudo indica que estamos condenados ao fracasso nesta sociedade pervertida. No entanto, briosamente podemos afirmar, se a nossa concepção do mundo morreu naturalmente morreremos com ela.

Sábado, 15 de Outubro de 2011

La Fontaine: A Cigarra e a Formiga



Tendo a cigarra, em cantigas,
Folgado todo o verão,
Achou-se em penúria extrema,
Na tormentosa estação.

Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.

– Amiga – diz a cigarra–
Prometo, à fé de animal,
Pagar-vos, antes de Agosto,
Os juros e o principal.

A formiga nunca empresta,
Nunca dá; por isso, junta.
– No verão, em que lidavas?
– À pedinte, ela pergunta.

Responde a outra: – Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora.
– Oh! Bravo! – torna a formiga
– Cantavas? Pois dança agora!

La Fontaine (1621-1695)

O paralelismo desta fábula, do século XVII, com a problemática da actualidade é impressionante, a sabedoria antiga não engana e o homem não muda.

Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

Regra dos Cavaleiros Pobres da Cidade Santa

A Regra Primitiva dos Cavaleiros Templários é uma publicação, de 1999, do pensador e historiador independente da filosofia portuguesa, Pinharanda Gomes, com uma introdução explicativa, imparcial, de qualidade assinalável, do texto incluído neste livro, em bilingue – Regra dos Cavaleiros Pobres da Cidade Santa – redigido pelo grande filósofo medieval – São Bernardo de Claraval – responsável pela ordem dos monges guerreiros, cujo nome oficial era Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Esta Ordem majestosa era vulgarmente conhecida como Ordem dos Templários e os seus irrepreensíveis membros apelidados Cavaleiros Templários.

O seu lema, extraído do livro dos Salmos - Non nobis Domine, non nobis, sed nomine Tuo da gloriam - que significa "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória" é expressivo da simplicidade da vida medieval, tão bem espelhada na Regra da Ordem. Em insofismável contraste temos a sumptuosidade moderna, onde o excesso é a regra e o vício a virtude.

A importância desta obra é enorme porque não deixa passar a mentira, a calúnia, a desonestidade intelectual e a maledicência política. Quem quiser saber como viviam e pelo que viviam estes pobres, caridosos e castos monges basta ler a Regra por onde se regiam, tudo é transparente e está em sintonia com o espírito da época, que era um espírito de entrega e sacrifício. Os pérfidos e os néscios, agora empoleirados, procuram com o uso da mentira tudo deturpar, há sempre neles a pretensão de mudar a História por forma a que esta lhes seja mais favorável.

Portugal foi erigido pelo braço da Ordem e está a morrer traído pela desordem, a verdade não é outra, o primeiro espírito é construtor e o segundo destruidor, o primeiro dá vivas ao alto, o segundo venera o baixo. Mais do que nunca é tempo de nos agarrarmos às raízes da vida e desprezarmos os erros das modas.

Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

05 de Outubro de 1143 – Fundação da Nacionalidade Portuguesa

Portugal nasceu e cresceu no berço da cristandade ibérica, o Tratado de Zamora realizado a 5 de Outubro de 1143, entre D. Afonso Henriques e o seu primo, Afonso VII de Leão e Castela, conferia a independência à nossa nobre Nação valente. O primeiro rei de Portugal, denominado o Conquistador, vassalo da Santa Sé de Roma, rapidamente alargou o reino expulsando o inimigo muçulmano, a cristianização era o mote para o avanço territorial. Sem a fé no Deus crucificado tudo teria sido diferente. O que somos, e o que temos, hoje devemo-lo à espada unida ao altar. Muitos tentam esquecer e deturpar as raízes da portugalidade, mas aqueles que ainda se orgulham das glórias do portuguesismo por esse mundo fora hão-de sempre comemorar esta data recordando com emoção o tempo em que a honra, a lealdade, a justiça, a coragem e a caridade, eram valores pelos quais valia a pena sofrer e morrer.

Eventos relacionados com esta comemoração:

Domingo, 2 de Outubro de 2011

Virtude da Equidade

Dentro do pacote das impreteríveis regras de vida que os pós-modernos esqueceram, por conveniência ou ignorância, repousa a virtude da equidade, isto é, dar a cada um o que lhe pertence conforme vontade de Deus. Em antítese a esta verdade divina estamos subjugados, pela mentalidade subversiva no poder, ao diabólico vício da igualdade. Os invejosos compulsivos têm-se regozijado até ao presente momento pelas suas gloriosas conquistas de direitos que se traduzem basicamente na transferência dos pertences de quem os tem legitimamente para quem os recebe indevidamente.

A subsidiodependência é o último grito da tolice revolucionária, diz-se às multidões que a justiça social consiste em igualar os indivíduos através da capacidade de consumo, neste contexto fomenta-se o ódio aos ricos, ou aos remediados, indistintamente, sejam eles idóneos ou não, e transformam-se em vítimas da sociedade europeia os desgraçados do mundo inteiro, usualmente até os criminosos e os sujeitos de má índole são apelidados de coitadinhos.

Não se cultiva o valor do trabalho com a sua devida valorização, pelo contrário, a tendência vai no sentido de valorizar mais quem consome do que quem produz, como tal, não hesitamos em classificar um tal sistema político, que permite todas as inversões de valores, de asqueroso e mesmo aberrante.

Se um homem se vê privado do que lhe pertence salta-lhe de imediato ao espírito o sentimento de injustiça, logo, o injustiçado, rico ou pobre, vai a qualquer custo procurar uma compensação para a iniquidade de que foi vítima, assim, será mais um elemento destabilizador e tenderá a ser infrutífero para que não se sinta parasitado e a criação de riqueza decresce.

Os homens injustiçados não têm conseguido unir esforços para defender os seus direitos divinos porque o número de aparentes beneficiados, porque têm vivido acima das suas reais capacidades, tem sido muito maior do que o número dos prejudicados. Quando se inverter esta situação então teremos provavelmente uma grande transformação socioeconómica a nível mundial. Até agora, o gáudio dos oportunistas é visível por todo o lado: consumo exagerado, vida faustosa, muitas gargalhadas, pouca reflexão, baixa preocupação com o futuro, indiferença para com a pátria, desprezo pela família, repúdio a Deus, etc.

Curiosamente, os que sofrem silenciosos são os que mais se deveriam fazer ouvir, foram os que efectivamente perderam porque detinham bens legítimos, mas não, a natureza dos homens nobres não é a de se queixar, de exigir ou de chorar luxos, quem faz da vida um parasitismo crónico é quem mais se ouve, contudo, paradoxalmente, são esses que daqui para a frente mais irão sofrer. O igualitarismo que reclamaram, para além de nunca os tornar iguais, torna-os ainda mais desiguais.

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

Massas à Deriva


Face ao desastre financeiro que nos constringe, as massas controladas pelos mass media conservam esmeradamente os seus vícios. Continua-se a esbanjar dinheiro em carros novos, as estradas constantemente saturadas estão carregadinhas deles, ninguém anda a pé e qualquer miserável possui um automóvel. Isto é só uma amostra da vida aparentemente faustosa que os revolucionários prometeram às pessoas. Esqueceram-se, contudo, de que a concretização do “tudo para todos” irá desembocar no “nada para ninguém”. Todos possuem mas todos devem, em breve todos ficarão sem os bens e sem o dinheiro.

Os desequilíbrios financeiros, ou a desordem económica, têm como causa primordial o desrespeito pelos princípios básicos de racionalidade, tais como: só é possível distribuir aquilo que existe, e só é possível consumir aquilo que há. A ganância pelo voto tem levado muitos a prometerem o que não existe, prometeram o impossível para seduzir as massas e estas responderam com o seu voto de confiança, cegas pela cobiça. Uns e outros são responsáveis pelo descalabro, pela degradação, e pelo colapso eminente.

A fuga à realidade da vida devido à ascensão da “imaginação ao poder” não poderia dar bons frutos e a ideia de que os mais imbecis são quem mais ordena também não ajudou. Obviamente, a subversão provoca nos mais capazes uma revolta tão grande que estes perdem a vontade de produzir o que quer que seja ficando as comunidades privadas da acção benéfica dos cidadãos mais valiosos. Assim, as massas estão entregues a si próprias e aos pérfidos globalizadores, que tradicionalmente desprezam as pátrias e combatem as nações soberanas (exemplo de antinacionalismo), há décadas controlando as suas mentes, pois detêm poder absoluto sobre todos os meios de comunicação.

O consumismo absurdo é o cancro que nos mata, mas explicar isso às massas sequiosas e permanentemente insatisfeitas não é trabalho fácil, aprenderam a viver chafurdando no materialismo. Todos os homens sensatos sabem que aquilo que dá a felicidade não é palpável, não pertence ao mundo material.

As massas estão engolfadas numa armadilha tenebrosa, é como um nó que quanto mais se puxa mais aperta, quanto mais exigem e mais direitos e garantias pensam que possuem  mais escravizadas e mais destruídas serão.

Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

Marxismo Laranja

Que a social-democracia é um socialismo ninguém duvida, os seus princípios sempre coincidiram, apenas existem algumas divergências no que respeita à velocidade do progresso, quando se fala em progresso fala-se em evolução para uma sociedade sem classes e igualitária. Até aqui as semelhanças capitalistas da social-democracia com o marxismo mais primitivo não se vislumbravam tão facilmente, no entanto, com a instalação da crise, isto é, com o aparecimento do desemprego e com a doença do endividamento descontrolado, tudo maleitas do progressismo, os arautos do liberalismo capitalista actualmente no poder, revelam pela acção o que camuflavam com a erudição, assim, executam de forma semelhante aos arautos do liberalismo marxista, a sua principal função resume-se a roubar aos remediados para distribuir aos pobres.

Lentamente todos estamos a ficar mais pobres, todos estamos a perder a propriedade privada, todos estamos a ficar sem pátria, sem família e sem religião, todos estamos mais endividados, mais dispersos e desenraizados e menos ligados à vida. Enquanto a insatisfação avança a esperança recua, as medidas para combater a crise mostram-se incoerentes porque não promovem a criação de riqueza, não se premeia quem mais produz e não se obriga a trabalhar aqueles que ou não têm vontade ou não têm possibilidade, entretanto, a subsidiodependência mata qualquer iniciativa para o labor. No meio do fanatismo igualitário os mais virtuosos, que são cada vez menos, acabam a sustentar as multidões de viciados. Estamos visivelmente numa sociedade injusta porque esta saqueia quem poupa para distribuir por quem esbanja. É insustentável esta vergonhosa situação! Assim é fácil governar, vai-se retirando a quem tem para dar a quem não tem, porém vai chegar o tempo em que ninguém terá nada.

Estamos a chegar a um ponto de situação verdadeiramente insuportável que não agrada nem a ricos nem a pobres, os plutocratas são intocáveis obviamente, a imoralidade não interessa a ninguém e apenas vai beneficiando alguns, enquanto isso continua a indiferença para com uma nação que já não tem trabalho para os seus filhos, que nem sequer já tem espaço para os seus filhos, mas que abraça os filhos dos outros, e mais grave ainda, continua a indiferença para com a realidade da vida, o pesadelo revolucionário lavra impune até à destruição total.

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

Os Estados Unidos da Europa


A transformação da Europa das Nações num novo modelo de unidade política não pára de avançar, os eurofederalistas, que nasceram com a Revolução Francesa, sonham ver o Mundo inteiro dominado por um único poder totalitário central, infortunadamente, para os povos europeus, esse pesadelo está mais perto do que nunca. O projecto da Europa unida em torno dos ideais revolucionários sempre foi advogado pela ala esquerda do espectro político demoliberal vigente. Os socialistas continuamente encabeçaram o movimento dos federalistas desde o inicio de tal saga imperial, o precursor do socialismo utópico Saint-Simon disso é exemplo sendo o primeiro a falar em parlamento europeu. Após a Segunda Guerra Mundial os eurofederastas triunfantes trataram imediatamente de materializar os seus intentos forjando a CEE, cujos principais patronos foram Winston Churchill e George Marshall.

O socialismo é pela sua natureza subversiva completamente anticlerical e sempre visou uma descristianização a nível mundial, Jesus Cristo é incompatível com os “vendilhões do templo” e com os idólatras dos “bezerros de ouro”, todavia, neste tempo de verdades incertas e de mentiras certas, eis que os novos cristãos se lançam na defesa das ideias mais desconstrutoras propagadas pelos seus opositores. Nisto, «A ministra do Trabalho alemã, a cristã-democrata Ursula von der Leyen, considera que a crise da zona euro só pode ser superada fortalecendo a união política do continente com a criação dos "Estados Unidos da Europa".»

Todo o mal espiritual e político de que padecemos hoje, com a sociedade visceralmente decadente, resultou da prática socialista desagregadora, individualista, igualitária e imoralista. Para nós não há maior inimigo da liberdade do que a igualdade tão fomentada pelas elites intelectuais ao serviço do complô dos plutocratas internacionais. Neste lodo infernal a morte do superior espírito europeu é uma triste realidade, e a perda de identidade, o desenraizamento, a dispersão e a escravidão acompanham todo o processo de transformação social que normalmente se dá pelo nome de progresso.

Portanto, a resposta que os criadores da crise dão para a solucionar a crise é paradoxal na medida em que apoiam exacerbadamente tudo aquilo que está na origem da crise. A resposta nacionalista para a crise é outra e diametralmente oposta às intenções apátridas, esta passa pela recuperação da soberania nacional e pela defesa da identidade intrínseca a cada povo europeu, juntos somos mais fortes, mas juntos sem perder as características ímpares tão ricas que só os europeus possuem. Há que recuperar o orgulho de ser europeu, há que ter coragem de nos afirmarmos sem complexos de sermos aquilo que Deus quis e negarmos veementemente o nefasto multiculturalismo destabilizador que nada tem de europeu. Lutando pela Verdade e pela Vida não envergonharemos os nossos gloriosos antepassados. Europa das Nações sim, Europa unitária maçónica não!


Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

A Solução: Ordem; Autoridade e Hierarquia





“Afirmo, então, que foi por direito e não por usurpação que o povo romano adquiriu a Monarquia, isto é, o Império, sobre todos os mortais. Pertence ao mais nobre povo comandar os outros; ora o povo romano foi o mais nobre; logo, deve comandar os outros. A premissa maior é provada pela razão: a honra é uma recompensa da virtude; porque toda a supremacia é uma honra, toda a supremacia é uma recompensa da virtude. Ora é o mérito da virtude que enobrece os homens, quer essa virtude seja pessoal ou herdada dos avoengos. «A nobreza é uma virtude com riqueza antiga», como diz o Filósofo [Aristóteles] na Política;” (Dante Alighieri, Monarquia, pág. 49.)

No seguimento da constatação destas verdades universais deparamo-nos actualmente com um domínio espiritual no mundo ocidental, e quase global, em tudo oposto ao espírito divino, trabalhado durante séculos nas igrejas, mosteiros e catedrais, que moldou o saber humano edificador da pujante e gloriosa Europa do século XVII.

Aqueles que têm apoiado a subversão, a inversão de valores, são forçosamente co-responsáveis por toda a decadência, que eufemísticamente e pomposamente é apelidada de crise global, onde não há culpáveis, merecendo por isso mesmo, pela sua negligência ou iniquidade, a triste sorte que lhes caberá em breve. Como diz o ditado popular “quem bem faz a cama bem nela se deita”. Neste momento o inferior tem domínio sobre o superior, porque se alimenta do número, assim a quantidade se sobrepõe à qualidade provocando um visível retrocesso civilizacional. Enquanto isso, o homem de valor está acorrentado a uma sufocante mediocridade. Graças à insustentabilidade inconscientemente imposta, cremos que estamos a chegar a um ponto de ruptura com este sistema político-religioso altamente corrupto. Desgraçadamente emergirá no seu lugar algo tenebrosamente pior. O desmoronamento económico e político-social dos estados-nação por toda a Europa disso é prova. Há só uma salvação possível para os povos europeus, esta passa pela rejeição em absoluto do liberalismo e pelo reencontro imediato com a segura sabedoria tradicional.

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Multiculturalismo e Imigracionismo


Nas últimas décadas a Europa tem acolhido milhões de imigrantes vindos dos mais variados lugares, em especial vindos de países dominados pelo comunismo. O comunismo é tão bom que aqueles que o abraçam se não morrem pelas fomes e pelas guerras são obrigados a fugir à desolação e à escravidão. Como um mal nunca vem só, o discurso dos governantes europeus, geralmente socialistas, a social-democracia é um socialismo, tem sido elaborado no sentido de que a Europa precisa desses milhões de imigrantes para ser mais competitiva e para fazer face à quebra demográfica que desbasta entre nós. Há aqui falácias escandalosas que ninguém quer reconhecer. Todos, mas mesmo todos, aqueles que têm responsabilidades governativas, educativas ou religiosas, refugiam-se sistematicamente na tirania do “politicamente correcto" e do inculcado “pensamento único” para evitar a verdade.

Mais competição económica significa mais horas de trabalho e ordenados mais baixos. Num quadro de globalização como o actual, com as fronteiras amplamente escancaradas a pessoas e bens, para que os vencimentos se harmonizem, forçosamente, em breve os europeus terão salários tão miseráveis como os auferidos na China, que é um colosso de miséria sem fim. Um verdadeiro europeu jamais se submeterá à escravidão pelo simples facto de que não é possível uma pessoa habituada a uma vida condigna, à verdadeira liberdade (não é a falsa liberdade maçónica que nos acorrenta à mediocridade), à posse de propriedade privada e à posse de uma religião que liberta, juntamente com toda a carga de glórias ancestrais. Sabendo disso, os grandes burgueses que se assenhoraram do mundo, os gigantes plutocratas dos negócios financeiros, recorrem a uma ignóbil estratégia, usam e abusam de técnicas macabras e promovem com êxito a substituição da população civilizada mais abastada pela população selvagem mais carenciada.

A Europa há décadas que mergulhou no desemprego, há décadas que perde população, como tal, continuar a importar gentes estranhas é um ridículo suicídio. Ora se não há emprego para os europeus que, infelizmente, muitos, têm que ser sustentados com o dinheiro dos pobres contribuintes através de subsídios mais ou menos vitalícios como é possível defender a colonização da Europa e criar mais uns milhões de pessoas penduradas na subsidiodependência?!

Se já não há trabalho para os nossos filhos como pode haver trabalho para os estrangeiros com mentalidades e culturas radicalmente opostas? Nas mais diversas tarefas as máquinas actualmente substituem o homem, lançando milhões de europeus na inactividade, é pois loucura injectar na Europa potenciais desintegrados e é mesmo crime desenraizar pessoas que se sabe de antemão que só a escravatura e a dor os espera.

Os imigracionistas desprezam completamente a sorte dos desgraçados que vindos à procura de um futuro encontram um trabalho duro e mal remunerado e que mesmo assim são descartáveis ao fim de algum tempo. Em nome do lucro e de interesses eleitoralistas, o que prova a desonestidade das máfias partidárias, usam-se as pessoas necessitadas de forma desumana, criam-se eternos revoltados, constrói-se um monstro devorador.

O multiculturalismo tão em moda e apelado pelas elites revolucionárias no poder é uma verdadeira arma contra os interesses dos povos europeus, o multiculturalismo serve apenas para que os europeus se deixem colonizar, percam consequentemente a sua identidade e as suas tradições, e não mais possam ter quaisquer desígnios nacionais nem esperança num futuro melhor.

O demoliberalismo totalitário não aceita opositores às suas falácias e aos seus dogmas, obriga-nos a acreditar que aquilo que nos prejudica e nos mata lentamente é bom para nós. Mas, nem todos atravessamos a vida de olhos fechados. Desgraçadamente à custa de uma máquina poderosíssima de propaganda ao seu serviço, através de todos os meios audiovisuais, as populações afectadas do Ocidente não conseguem ver o grande perigo que nos cerca, não sentem as bombas-relógio alojadas nas capitais europeias onde a pressão dos invasores é maior.

A desordem política, a incoerência individual e o caos social estão a ser fomentados precisamente para que o que resta da Civilização Cristã se extinga e para que as pátrias morram dando o seu lugar a uma Nova Ordem Mundial com um iluminado qualquer, dentro das esferas da plutocracia, a servir de Rei para todos os povos do planeta.

Os europeus têm engolido o engodo, resta saber até quando permanecerão no erro. Tristemente, para agravar tudo os europeus mais vulneráveis e fracos de mente, que são muitos, resolvem imitar os comportamentos mais selvagens que nos são impingidos como “boas ondas” e acreditam que é normal só haver direitos e nenhuns deveres.

Talvez os negros sinais da actualidade despertem as massas para a realidade, até lá continua a alegria bacoca a puxar o Cavalo de Tróia.

Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

O Elmo de D. Sebastião, a Esperança

De capital importância para a coesão popular e para a elaboração de um desígnio nacional, que nos possa retirar do fosso decadente onde as diversas ideologias perversas em confronto nos enfiaram, eis que surge na nossa Pátria o elmo de combate de El Rei de Portugal D. Sebastião I (1554-1578), o Desejado. Tombado na batalha de Alcácer-Quibir, em terras africanas, e perdido durante séculos, a importância do reaparecimento do elmo de D. Sebastião na nossa geração, é muito grande, pode mudar os ventos da História, pode significar que nem tudo está perdido, há agora uma esperança para a portugalidade, há uma esperança para a salvação do nosso povo. Haja vontade, haja determinação e haja uma elite, orientada por propósitos divinos, capaz de conduzir o que resta do Povo Luso a bom porto.

Contra a vergonha do presente, fazemos votos para que o povo unido, à semelhança dos gloriosos tempos em que o orgulho de ser português era uma constante, defenda Portugal e repudie o individualismo reinante porque é impossível as partes sobreviverem à margem do todo.

Terça-feira, 2 de Agosto de 2011

Propósitos Socialistas da Ordem dos Iluminados


1º A abolição da monarquia ou qualquer outra forma de governo.

2º A abolição da propriedade privada dos direitos sucessórios.

3º A abolição do patriotismo e do nacionalismo.

4º A abolição da família e da instituição do matrimónio, estabelecendo um sistema em comunidade para a educação das crianças.

5º A abolição das religiões.

Fonte: Luís Miguel Martínez Otero, Illuminati Trama e Conspiração, Editora Ausência, V. N. Gaia, 2005, pág. 75.

Nota: Já sabemos que o fanatismo ateu, desconhecedor dos mistérios sobrenaturais, nega com toda a sua virulência as verdades das tramas que nos maltratam há mais de 200 anos. Nesse pacote daquilo que não pode ser possível, porque os materialistas assim o desejam, mas que as evidências confirmam, temos a Ordem dos Illuminati fundada pelo judeu Adam Weishaupt em 1776. Esta obra actualíssima, de Luís Otero, tenta revelar as obscuridades das maçonarias explicando as macabras intenções de acabarem com a Monarquia e a Igreja de Roma com vista à implantação de um Governo Único Mundial através da Nova Ordem Mundial já em processo terminal.

Domingo, 31 de Julho de 2011

Quinta-feira, 28 de Julho de 2011

Declaração de Independência da Europa

Para ajudar a entender a mente de Andrew Berwick, ao que parece é o pseudónimo de Anders Behring Breivik, o Rambo da Noruega, responsável por várias dezenas de mortos, está disponível para download, em inglês, o seu manifesto de 1518 páginas.

Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

Os Dias do Fim

“Amo a vida mas não gosto deste mundo”, são os desabafos de alguém que ainda teve com quem partilhar as suas angústias. Quanto mais nos enterramos no modernismo mais nos distanciamos da verdade da vida, mais ilusões e mais desilusões nos fustigam, mais a imaginação e menos a razão determina o nosso destino. Cada vez mais a depressão alastra e bate à porta de mais portugueses, o desânimo, a tristeza profunda, a falta de força para viver acompanham quase 20% do nosso povo. Ao contrário do que os materialistas no poder dizem, não é a falta de dinheiro o problema maior, o problema maior é a falta de valores que por sua vez, dada a corrupção instituída, nos arrasta para a falta de dinheiro.

O que leva as pessoas a não gostarem deste mundo, o mundo aqui significa a sociedade de cariz socialista desenhada pelos filósofos iluministas do séc. XVIII, é a não identificação com o conjunto de preceitos em vigência e que já causam estragos há sensivelmente 200 anos, mas quanto mais nos enterramos no lodaçal liberal pior obviamente.

O mal que grassa e desgraça não tem opositores de relevo, falta uma espada de São Jorge, falta a acção celestial de São Miguel arcanjo, falta a mão de Deus que pune os pecadores. A única instituição capaz de combater as trevas que já dominam, a Igreja Católica, encontra-se neutralizada e reduzida à nulidade desde o século passado. À semelhança dos preceitos revolucionários que só falam em direitos esquecendo os deveres a Igreja Católica só fala em tolerância esquecendo a virtude da autoridade. Talvez a intenção dos sacerdotes ao apregoarem uma tolerância sem limites seja boa, mas boas já não são as consequências de uma tal negligência em relação ao dever de cultivar a excelência.

Uma vez estando o caminho livre, a desconstrução avança em toda a Europa. A Europa que cresceu com o cristianismo perecerá em breve dado o enorme peso da descristianização em marcha e do triunfo da religião maçónica. A população europeia decresce demograficamente e economicamente em contraciclo com o resto do mundo.

Existe uma terrível sensação de que está tudo perdido, uma impotência clara para solucionar os graves problemas que nos massacram, os nossos filhos não têm oportunidades de emprego, não ganhamos para pagar as creches nem para pagar o ensino superior e os nossos subsídios alimentam uma rede estranha de estrangeiros que nos ajudam a empobrecer, claro que a comunicação social diz que os imigrantes ajudam a encher os cofres do Estado, mas já lá vão 37 anos de forte invasão imigrante juntamente com uma lastimável substituição da população e as nossas dívidas são cada vez maiores. Ora onde há dívidas há prejuízos, a vida tranquila preconizada pela visão sábia de Salazar tornou-se impossível no Portugal actual, só nos resta fugir, não sabemos para onde, ou ficar e lutar contra a escravidão e a extinção que nos flagelam, mas até que o inimigo se revele às massas a nossa luta será em vão.

Que Deus nos ajude!

Segunda-feira, 4 de Julho de 2011

O Cidadão Vulgar e as Sociedades Secretas

O cidadão vulgar, aquele que rege a sua vida pelo senso comum acreditando que tudo o que se passa à sua volta é resultado do acaso e do progresso, tem a crença inabalável de que os políticos, aqueles que aparecem nos mass media, são os responsáveis máximos pela crise ou pelo sucesso económico das nações. O cidadão vulgar julga que é ateu, agnóstico, laico, e que não acredita, portanto, em nada daquilo que não possa ser constatado pelos sentidos e provado pela ciência. No entanto, facilmente provamos que os cidadãos vulgares possuem crenças escandalosamente infundadas e que para além de não as combaterem ou desprezarem ainda as protegem com unhas e dentes, sendo mesmo hostis a todos aqueles que tentem demonstrar a sua falsidade.

Exemplos:
O cidadão vulgar acredita que o homem é bom por natureza e que a civilização é que o corrompeu.
O cidadão vulgar acredita que os homens são iguais e por isso têm todos os mesmos direitos.
O cidadão vulgar acredita que a verdade não existe e portanto tudo é relativo e depende de pontos de vista.
O cidadão vulgar acredita que o alcance do prazer é a finalidade do homem e que é isso apenas que lhe pode dar a felicidade.
O cidadão vulgar acredita que o multiculturalismo enriquece os povos.
O cidadão vulgar acredita que o excesso de moral constringe e que o alheamento liberta.
O cidadão vulgar acredita que homem e mulher são iguais e que por isso devem realizar exactamente as mesmas tarefas.

Enfim, muitos mais exemplos se poderiam dar, contudo, sendo estes necessários e suficientes, por uma questão de espaço ficamos por aqui. O cidadão vulgar não acredita em nada, tal como pensa, acredita isso sim em tudo, em tudo aquilo que é negativo e que o prejudica. As pessoas foram sabiamente conduzidas a agir contra os seus próprios interesses e são por isso impotentes para se defenderem, debaixo da batuta castradora da tolerância e do pacifismo, dos plutocratas que dominam as altas esferas do mundo financeiro.

Os políticos não passam de lacaios ao serviço dos super-poderosos, dos oligarcas chefes do Internacional-Socialismo, que há longos anos acumulam as riquezas das nações europeias em especial, mas cujos tentáculos abarcam todo o planeta. As guerras que entretanto aconteceram foram essenciais para que os “mercados” pudessem actuar livremente (para isso se criou a ideia abstracta da igualdade) sem quaisquer limitações à sua acção exploradora.

As Sociedades Secretas existem como pontífices que fazem o elo entre os servos e os mestres da religião do ouro, a religião do dinheiro e do lucro, a religião que sempre combateu Jesus Cristo, a religião da divisão, da discórdia e da destruição, ou seja, a religião satânica.

Testemunhos das acções operadas pelas seitas secretas não faltam, todavia a propaganda do sistema induz as pessoas a não acreditar no óbvio, mas a acreditar muito em mentiras. O livro de Jan Van Helsing "As Sociedades Secretas do século XX", a avaliar pelo índice promete ser muito esclarecedor acerca dos meandros do obscurantismo dominador. Recomenda-se pois a sua leitura, está disponível em português (brasileiro), inglês e espanhol, é só efectuar gratuitamente o download.

Segunda-feira, 27 de Junho de 2011

Robert Ardrey – Da Sociedade Justa

“Uma sociedade é um grupo de seres desiguais, organizados para satisfazer necessidades comuns.

Em qualquer espécie de reprodução sexual a igualdade dos indivíduos é uma impossibilidade natural. A desigualdade deve, por conseguinte, ser reconhecida como a primeira lei dos agregados sociais, quer nas sociedades humanas, quer em quaisquer outras. Por seu lado, a igualdade de oportunidades deve ser olhada como a segunda lei das espécies vertebradas. As sociedades de insectos compõem-se de castas geneticamente determinadas, mas as comunidades de vertebrados seguem outro princípio estruturante. Qualquer vertebrado, excepção feita para raras espécies, tem sempre garantida a igualdade de oportunidades que se traduz na utilização das suas capacidades segundo impulsos individuais.

Enquanto uma sociedade de iguais – de babuínos, de corvos, de leões ou homens – é uma impossibilidade natural, já uma sociedade justa é um fim realizável. A sociedade justa, como a concebo, é uma sociedade com ordem suficiente para proteger os seus membros, quaisquer que sejam as respectivas heranças genéticas e em que certa desordem faculte a cada um oportunidade segura para desenvolver os genes recebidos. É a este equilíbrio entre ordem e desordem, variando em rigor com o acaso ambiental, que chamo contrato social.

A violação das leis biológiocas tem sido o grande fracasso do homem como ser social. É que, apesar de vertebrados, temos vindo a ignorar a lei da igualdade de oportunidades desde as primeiras horas da civilização. E, embora seres de reprodução sexual, fingimos que a lei da desigualdade não existe. Iluminados, enquanto perseguimos o inatingível tornamos impossível o realizável.” (Robert Ardrey In Social Contract).

Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

Aristofobia, Ódio aos Melhores


Com o rolar das cabeças na guilhotina durante a Grande Revolução Liberal de 1789 disseminou-se a ideia de que tudo aquilo que é superior deve ser nivelado por baixo para que à força da castração do melhor se valide a abstracção da Igualdade.

Desde sempre os povos subsistiram graças a uma elite minoritária que sabiamente protegia os mais fragilizados de todo o tipo de adversidades. Obstinadamente, a modernidade fomentou a ideia de que os indivíduos selectos devem ser iguais a todos os outros e que todos juntos devem formar uma massa humana destruturada e desarticulada entre si. De tal forma as nações desmoronam-se para darem lugar ao Império das Massas. As massas, o conjunto dos indivíduos desligados da minoria directora, desprotegidas portanto, julgando-se donas dos seus próprios destinos, trataram rapidamente de liquidar tudo o que lhes cheirasse a autoridade e a hierarquia passando de seguida a temer ou a odiar todos aqueles que conservando a consciência de grupo laboravam para o bem comum. Esta cegueira tem um preço elevado a pagar porque é impossível a sobrevivência sem a dependência de um organismo ordenador.

Uma sociedade desmembrada é o que herdamos desta mentalidade triunfante nos últimos séculos, como tal, inevitavelmente, o caos social iminente é uma bomba superpotente a conta relógio com que temos de viver.

A falta de percepção para esta questão do medo dos mais capazes faz com que as massas apontem a sua fúria aos políticos e à política. Contudo, o problema não é de ordem política, e os políticos fazem tanta falta tal como o padeiro ou o sapateiro. O problema é pois metapolítico porque a questão da Igualdade está no espaço da metafísica e joga com o impalpável. Assim, as massas são incapazes de perceber que a mudança que se deu em 1789 foi mais religiosa do que política, passou-se do campo do real e do ideal para o campo da abstracção e da utopia.

Essa pretensa Igualdade provocou a indiferenciação entre o moral e o imoral, entre o virtuoso e o viciado, entre o competente e o incapaz, entre pais e filhos e por aí fora. Provocou ainda a opressão dos que cumprem os seus deveres e libertou de constragimentos aqueles que são incumpridores e transgressores. A sociedade ficou como é fácil de perceber com os valores subvertidos sobressaindo a imoralidade pública, que sem obstáculos saiu vitoriosa. A subversão moral desarmonizando a sociedade, obviamente, não pode trazer felicidade e bem-estar, por mais conforto que o materialismo possa oferecer a insatisfação dos indivíduos desagregados cresce e chega ao ponto do insuportável, que o digam os clínicos de saúde mental.

Há pois uma insubordinação espiritual em jogo que não permite que se recupere a ordem geradora de crescimento sustentável. E daqui resulta o deprimente espectáculo de que os piores são os que mais ordenam; as mais aburguesadas e toscas criaturas sobrepõem a sua vontade aos seres excepcionais.

Não é pois possível a sobrevivência de um povo sem a aristocracia, sem a elite, sem a minoria que cultiva a excelência composta por indivíduos eminentes, e enquanto não se perceber esta simples proposição continuaremos na rota da decadência. A cada dia que passa se desce mais um degrau e o abismo mais se aproxima.

A exploração das massas pelos habilidosos que as agarraram a mentiras está a chegar ao auge, a acumulação de uma riqueza astronómica pelos plutocratas internacionais apátridas disso é prova. No mesmo pacote de ódio ao que se destaca dos medíocres vem também o ódio à herança sanguínea dos melhores, o fanatismo igualitário não suporta a diferença quando esta representa o superior.

A solução passa pelo combate sem tréguas às teorias anti-aristocráticas e ao espírito rebelde que beneficia com a perdição dos povos e que destes se alimenta. Sem isso, esta sociedade enferma está condenada à ruína, só a unidade orgânica nos poderá salvar, porém a luta de classes, e a apologia do quanto pior melhor existem precisamente para que o mal perdure. Aqui chegados temos a possibilidade de ver com clareza o comunismo desconstrutor a servir na perfeição o capitalismo mais selvagem, imediatamente salta a evidência do paradoxo marxista que quanto mais ambiciona defender os pobres mais os empobrece.

Sexta-feira, 3 de Junho de 2011

Saint-Bonnet: A Liberdade de Opção não é Liberdade sem Obrigação

A subversão da linguagem, operada pelo espírito revolucionário enraivecido de anticlericalismo vindo a público em 1789, actuou em várias palavras-chave da nossa civilização, um dos conceitos pervertidos pela trama maçónica foi a liberdade. Blanc de Saint-Bonnet, filósofo esquecido pela cultura de morte em vigência, fiel ao espírito tradicional, demonstra claramente o que é a liberdade humana e que esta tem limites:

"A liberdade humana, que é muito mal definida e que se torna assim, causa de incalculáveis males, é a faculdade de fazer o bem quando se tem a possibilidade de fazer o mal. Consiste no inefável poder de agir por si mesmo, de ser causa e, por conseguinte, responsável. O homem é causa, a liberdade é o próprio homem. Mas, pelo facto de que o homem pode escolher o mal, de modo algum se pode concluir que ele tenha o direito de o fazer; que isto seja, como se quer dar a entender, uma dependência da sua liberdade soberana. Esta é a realidade de facto. Deus impõe a sua lei à natureza e propõe-na ao homem. A liberdade é pois, no fundo, o poder que o homem tem de cumprir a sua lei: poder sublime que o coloca acima de toda a criação (com excepção dos anjos), torna-o semelhante a Deus. Efectivamente, o homem foi feito a esta imagem, a fim de que possa assemelhar-se a ele: Estore perfecti sicut Pater! É necessário atentarmos nisto, o poder de cumprir por si mesmo a sua lei não é de modo algum o direito de a violar, porque sobre o poder de a cumprir se encontra o de não a cumprir: interpretação que seria digna do nada, de onde nós somos, e não do ser que Deus quer fazer sair dele!" (Blanc de Saint-Bonnet, L´Infaillibilité, pp. 262-263.)

Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

Donoso Cortés: O Satanismo Latente da Revolução de 1789

Por detrás do ateísmo proclamado no catecismo revolucionário construído pelos filósofos das Luzes esconde-se afinal uma religião; o Maniqueísmo Moderno constitui a nova religião forjada pelos mentores da Revolução de 1789, o filósofo espanhol Juan Donoso Cortés explica em que consiste: “[…] O homem que a fé não ilumina vê-se inevitavelmente arrastado por um ou por outro dos dois maniqueísmos: ou pelo maniqueísmo antigo, segundo o qual há dois princípios, um princípio do bem e um princípio do mal, cada um deles incarnado num Deus, de tal maneira que o homem tem dois Deuses supremos, entre os quais a guerra constitui a única lei; ou no maniqueísmo proudhoniano [de Pierre-Joseph Proudhon], que consiste em afirmar que Deus é o mal e que o homem é o bem; que o poder humano e o poder divino são dois poderes rivais, e que o único dever do homem é vencer Deus, inimigo do homem.” (Donoso Cortés, Essai sur le Catholicism, le Libéralisme et le Socialisme, p. 160.)

Terça-feira, 31 de Maio de 2011

Para reflectir: A Soberania Popular à Luz de Joseph de Maistre

“O povo, dir-se-á, exerce a sua soberania por meio dos seus representantes. Isto começa a compreender-se. O povo é um soberano que não pode exercer a soberania: […] partindo-se do princípio de que existem 25 milhões de homens em França e 700 deputados elegíveis cada dois anos, chega-se à conclusão de que, se esses 25 milhões de homens fossem imortais, e de que se os deputados fossem nomeados um de cada vez, cada Francês seria rei periodicamente cada 3500 anos aproximadamente. Mas, como neste período de tempo não se deixa de morrer de tempos a tempos e como, aliás, os eleitores são senhores de escolher quem lhes aprouver, a imaginação assusta-se com o número espantoso de reis condenados a morrer sem reinado.” (Joseph de Maistre, Étude sur la Souveraineté, em O.C., t. I, p.312.)

Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

Princípio do Fim: Triunfo do Espírito Rebelde

Há mais de 200 anos que a Europa se vem desligando da Civilização Cristã. O momento simbólico da cisão é sem dúvida o assassinato do Rei Luís XVI e da sua família pela mão criminosa do Clube Jacobino. Sobre o rei sacrificado é possível agora apurar a sua personalidade sem a luneta dos seus detractores. O Livro Negro da Revolução Francesa dá-nos uma preciosa ajuda, a página 86 serve de testemunho da sua virtude na caridade: “Luís XVI, às delegações dos guardas nacionais, em 13 de Julho de 1790, falando dos franceses: «Dizei-lhes que, se não posso deslocar-me convosco aos seus asilos, quero aí estar pela minha afeição e pelas leis protectoras dos mais fracos, velar por eles, viver para eles, morrer, se for preciso, por eles.» Luís XVI era, aliás, dotado de um carácter profundamente bom, que infelizmente foi assemelhado à fraqueza; esse carácter tinha chamado especialmente a atenção de Benjamin Franklin quando conviveu com ele: «Nenhum soberano que algum dia reinou teve, inegavelmente, mais bondade no seu coração, nem possuiu em maior o leite da ternura humana que Luís XVI.»”.

A humanidade deste cordeiro coroado da nação francesa, não aceita lições de moral de ninguém, repousa longinquamente de todos aqueles que no futuro viriam a ser responsáveis pelo destino da França. É portanto incomparável a sua conduta moral fielmente cristã com a dos rebeldes fanatizados pela inveja e pela perversidade.

Fruto de obscuras maquinações subversivas operadas pela maçonaria o terrorismo revolucionário disparou em 1789 com toda a sua pujança sanguinária, sacrificando na primeira linha os fiéis e corajosos guardas suíços ao serviço do trono francês. A populaça desnorteada pela retórica dos conspiradores e pela velocidade dos acontecimentos acabaria por se deixar iludir e colaborar com a sua indolência no regicídio. Após o momento amargo da separação do corpo da cabeça do Rei, por aqueles que sempre falam em nome do povo, é o próprio povo que fica decepado, perdido, desprotegido e sem governo. As desgraças não se fariam esperar, rios de sangue se multiplicaram. O terror e o horror atingidos nessa época devem servir ao mundo de referência como sendo uma representação viva do próprio Mal.

Nunca mais houve paz. Desde essa data trágica que vagas sucessivas de guerras revolucionárias têm assolado as nações europeias, os agentes subversivos faziam questão de exportar a sua nova religião do modernismo para o resto do globo terrestre, visando uma Nova Ordem Mundial. À força combinada da persuasão com as armas, da promoção do pânico, de milhões de mortos, da intimidação, fomes e muito sofrimento, foram impondo aos povos a sua doutrina maçónica. Após o derrube das monarquias seculares, a descristianização seria o segundo objectivo. Para grande desgraça dos povos europeus, no Concílio Vaticano II, que foi uma Revolução na Igreja Católica, a trupe subversiva obtém a sua vitória final sobre a Igreja de Roma, o próprio espírito da Revolução Liberal é injectado no útero do Catolicismo mudando-o radicalmente nos seus princípios.

O fim de todo este processo revolucionário está a terminar, em breve a factura do irracionalismo alegre chegará e será implacável.

Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

Devastação da População Portuguesa


Os novos valores, o mesmo é dizer, os contravalores, trazidos ao colo pela última revolução em Portugal, a saber, a igualdade para o desigual, a liberdade para o mal, a tolerância ao erro, o relativismo moral e cultural, o consumismo, a apologia do feminismo, etc. têm pelo menos 200 anos de existência. Esta cilada do liberalismo, fabricada pelos mentores do Iluminismo, finalmente mostra o seu lado tenebrosamente sombrio. Pode-se ver agora cristalinamente, para os incrédulos e para os que se divertem com as teorias da conspiração, em que concretamente se traduzem tais ideias revolucionárias.

A taxa de natalidade dos portugueses, assim como dos nossos irmãos europeus, tem vindo a decrescer em flecha, o desemprego, em contraciclo, a aumentar, as exportações a diminuir e as importações a aumentar, o número de portugueses a diminuir e o número de estrangeiros a aumentar na nossa própria terra. As nossas dívidas são cada vez maiores e assemelham-se a uma bola de neve que não pára de crescer. A vida moderna traduz-se num vazio aterrador, não há desígnios nacionais, não há projectos para o futuro, e para agravar a nossa desgraça, os nossos filhos é que pagarão a maior fatia do desgoverno de que a mentalidade subversiva a que a maioria dos portugueses aderiu é responsável.

Não há desculpa para a insensatez reinante, não há inocentes, a ignorância e a negligência têm um preço. Os portugueses têm vivido muito acima daquilo a que a realidade do Portugal amputado permite, não é um problema de ricos e de pobres mas sim um problema moral. Poucos têm vontade de mudar de rumo, poucos querem sacrifícios, mesmo que menores, para evitar males maiores. Os novos ricos parecem pavões esfarrapados. Esta classe nojenta de bandalhos burgueses, ostenta orgulhosa os seus BMWs, os seus telemóveis de última geração, os seus NIKEs, etc. Tudo quando é novidade e moda estrangeira não escapa à gula do invejoso nacional.

As famílias dissolvem-se, as mulheres particularmente já não estão preparadas para a vida em família, preferem antes a independência e fazer o que o seu capricho mandar sem ter que “aturar” homem algum. Temos uma sociedade inteiramente conspurcada de alto a baixo e que caminha alegre para o abismo, no entanto poucos dão o grito de alerta, poucos se importam com o futuro dos nossos descendentes.

Dentro do quadro dos efeitos colaterais da Revolução dos Cravos Vermelhos, para não dizer desgraças de Abril, o extermínio lento dos portugueses é uma realidade, hoje veio a público a notícia de que segundo previsão da ONU, diria antes, programação da ONU, Portugal vai perder 4 milhões de pessoas até 2100. É repudiante e inaceitável tal tendência mortífera.

A honra e a dignidade não são qualidades de um povo escravizado e subsídiodependente. De que estão à espera para fechar as fronteiras e colocar a Nação em ordem?!

Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Gráfico da Dívida Pública Portuguesa

De salientar as grandes conquistas do 25 de Abril e a pesada herança do "fascismo" como se pode ver pela ascensão até ao infinito da linha do défice.

Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Constituição dos Cravos Vermelhos: A Lei Máxima da Nação




"O socialismo dura até se acabar o dinheiro dos outros" (Margaret Tatcher)


Constituição da República Portuguesa
PREÂMBULO

A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa:






Sensivelmente 37 anos após esta Constituição entrar em vigor palavras são desnecessárias para descrever a sociedade que temos hoje, fruto desta Lei Máxima. Até quando...?!