
A justiça de Jesus determinava “a cada qual segundo as suas obras” (Mateus, 16:27). Ora, aqui estamos na presença de uma lei divina que é verdade eterna porque garante a equidade. No entanto, o mundo revolucionário não distribui a cada um segundo as suas obras, permite paradoxalmente a exploração, a escravatura e a manutenção da corrupção. O homem honesto paga para alimentar os luxos de todos os parasitas e oportunistas.
Analisando o conceito de “progresso” também não é possível aceitar este como evolução, o progresso é a negação da evolução. Todos verificamos que as criaturas de carácter pusilânime e pérfido de ontem existem hoje e existirão também amanhã, o progresso aqui não produziu qualquer efeito. Os homens gloriosos e virtuosos de ontem também nos acompanham hoje. Os hedonistas de ontem também respiram hoje, onde está então o progresso?! Claro, os progressistas não se preocupam com a moral nem com o carácter dos homens mas apenas com a parte económica e fundamentalmente com a oportunidade de negócio.
Dentro da ideia de progresso encontramos o mito marxista do “homem novo”, que não passa de mais uma fraude, uma vez que, a essência humana não é passível de mudanças. Este “homem novo” é apenas uma versão acriançada, medíocre portanto, do homem cristalizado e criador legado pela tradição. O homem infantil surge como símbolo de esterilidade envolto em agitação apto para a destruição e impotente para a construção, logo, um inútil. O “homem novo” fede a vícios, nega a família e despreza a comunidade, não reconhece divindades mas venera os ídolos efémeros da moda que os manipuladores da opinião pública criam e difundem. A forte propaganda evidentemente afecta os indivíduos confundindo-os e levando-os a agir contra os seus próprios interesses. Multiplicam-se as manadas de “homens novos”, mas não se pode dizer que estamos em presença de um “homem novo” mais imbecil que os seus antepassados, acreditamos que estes sujeitos se encontram socialmente anestesiados. Se pudéssemos desligar estes homens da corrente mediática que os prende à mediocridade, tornando-os verdadeiramente livres, seguramente voltariam a ser fecundos e felizes como outrora.
Os progressistas acreditam que através da ciência o homem se emancipará e como consequência directa terminará o sofrimento e a injustiça no planeta. Só haverá, portanto, espíritos bons e criaturas aperfeiçoadas, e assim, os homens não mais sofrerão as consequências das suas imperfeições. A transformação da sociedade para esta utopia já está em marcha acelerada e não admite a menor oposição. As desordens actuais, que todos constatamos, são já o pronuncio da Nova Ordem Mundial forjada nas lojas maçónicas contando, esta, com o apoio de todos os heréticos e de todas as ceitas religiosas que surgiram em oposição à Igreja Católica Apostólica Romana. O Espiritismo chega mesmo a chamar-lhe o “mundo maduro” em oposição ao que entende ser o “mundo infantil” sacro e aristocrático de herança cristã, e todos os seus seguidores aguardam a chegada do Governo Único com grande ansiedade, aplaudindo, assim, consciente ou inconscientemente, o chefe dos rebeldes, a ascensão da Besta. As raízes da mudança encontramo-las, evidentemente, na insurreição de Martinho Lutero, o pai do protestantismo, que liderando a rebelião originou a revolucionária Reforma.
O progressismo nasceu da transgressão, da subversão, da quebra de todos os valores que efectivamente emanciparam a humanidade retirando-a das trevas da barbárie. A ausência de senso moral, causado pelo relativismo, pelo materialismo, e pela negação de Deus, teve como consequência a perda das noções do bem e do mal, do justo e do injusto. No mundo actual do progressismo o perverso é visto como o bom e o justo, o humilde e o honesto vistos como retrógrados idiotas a quem a liberdade de expressão está superiormente interdita. Os progressistas rotulam sempre aqueles que os repudiam, como adversários das novas ideias, inculcando a ideia de que se trata de gente retrógrada, retardada mesmo, fora de moda e desactualizada, gente incapaz de acompanhar as grandes transformações, que não se adapta à sociedade em mudança, são pois intolerantes, discriminadores e preconceituosos. Mais grave ainda, em nome do progressismo não é permitido que todos tenham voz na sociedade. Como tal, depressa se infere que qualquer imposição totalitária, apesar de se autodenominar progressista, que não admite a manifestação de outros saberes só pode estar condenada ao fracasso.
O progressismo nivela as raças avançadas com as raças atrasadas, homogeneizando-as, criando uma miscigenação e uma confusão que provoca inevitavelmente uma repugnante mediocridade galopante. Uma só espécie de indivíduos miscigenados orientados por uma elite pura, submetidos à lei do progresso, dará forma ao Governo Universal. Partem os revolucionários do princípio que esta mescla unida sem vontade própria é preferível à pluralidade racial. No entanto, a perda da identidade a par com a desenraização cultural, traz a desorientação e a desmotivação. Em tais seres cujo hedonismo, princípio de iniquidade será o único móbil, só poderá habitar destruição.
O progressismo, em todas as frentes, fez da Igreja Católica o seu alvo principal, mas tudo quando cheire a autoridade e hierarquia, valores de ordem, estão igualmente condenados ao seu ódio. Este sectarismo, de raiz materialista, negando a força do espírito impede a prática dos ritos religiosos, logo, as pessoas podem redimir as suas faltas através do arrependimento, da expiação e da reparação, conduzindo as pessoas desorientadas e afogadas na fria tecnologia à destrutiva doença da depressão. São aos milhões os afectados pela terrível doença da modernidade. As imperfeições humanas não podem ser corrigidas quando se abandonam os sistemas morais e no seu lugar se instala a ciência. A ciência actua sobre a matéria e é bem-vinda quando não escraviza o homem, mas só a moral pode actuar sobre o espírito e assim evoluir verdadeiramente o ser humano. Seguir o progresso e os seus impulsionadores significa não permitir que os espíritos dos nossos antepassados estejam connosco, nos assistam, nos inspirem e que abandonemos o seu empreendimento. O progresso leva-nos no caminho da desunião familiar, do desprezo pela Pátria, da ausência de propriedade privada, da negação da religião e da moral, da abolição da hereditariedade, enfim, de tudo quanto os aspirantes ao topo da pirâmide que visa concentrar em si todo o poder do mundo. Que progresso pode ser este?!
O progressista parte da ideia de que o homem é bondoso por natureza, que a moral que lhe chega do exterior não tem qualquer valor, porque ele, o homem autónomo, sabe sempre o que é melhor para cada situação, imagina que os homens são já mais evoluídos que os seus antepassados recentes, como se fossem uma nova versão. Mas, como justificam os progressistas, forjados pelas perversas revoluções, que o mundo tradicional tenha elevado a Europa a uma civilização superior, cujo auge estético na arte barroca comprova, contrastando de forma incrível com o mundo dos indígenas que se conservavam numa estagnação atroz que os prendia à idade da pedra? Verificamos, curiosamente, que os progressistas só podem ser paradoxais ao querer devolver o homem moderno e superiormente civilizado ao estado tribal transformando-o num selvagem. O embrutecimento das populações a que o mundo pós-moderno entregou as pessoas prova isso mesmo. Que progresso é então este que transforma homens civilizados em homens selvagens, regredindo a espécie humana para milhares de anos atrás?!
O progresso faz lembrar a moda, a busca da novidade, a insatisfação permanente, anda em círculos de tal forma que a última novidade já está desactualizada revelando-se sempre falsa. São os eternos equívocos do progresso. Conclui-se, pois, que o progresso forjado pelos revolucionários não é progresso mas sim retrocesso. O progressismo é, pois, primeiro que tudo, a negação da espiritualidade e a imposição da materialidade, o mesmo é dizer laico e materialista, e só possível porque se derrubaram as barreiras da ordem e se instituiu o primado dos interesses individuais sobre o bem comum.
Outras mentiras:

















































A mentalidade dos portugueses mudou bastante ao longo das últimas décadas. O espírito de conservação foi trocado pelo de destruição, ao espírito de sacrifício opõe-se agora o espírito oportunista e parasita. O ecrã demoníaco, a tela da invasão e da evasão, é sem dúvida a principal causa de tamanha lavagem cerebral. O endividamento familiar em massa, coisa desconhecida no tempo dos nossos avós, é agora encarado como sinal de modernidade e de bem-estar social. Pede-se até dinheiro emprestado para passar férias no outro lado do globo. O número de divórcios aumentou em flecha, a família desfez-se ao ritmo a que proliferaram as telenovelas e afins. O número de doentes com depressão multiplicou-se, o isolamento, o suicídio e a indiferença pelo próximo também. A taxa de natalidade fértil, ainda nos anos setenta, desceu vertiginosamente e agora estamos juntamente com os outros europeus a perder peso demográfico no mundo e a caminhar para a extinção. A família, célula basilar de toda a sociedade saudável, corre grave perigo. Enquanto isso partilhamos descuidadamente com o monstro das ilusões o nosso lar, e demasiada ilusão paralisa a acção indispensável à conservação da vida. Para diminuir a população, na China comunista decreta-se a proibição de gerar a vida, no Portugal socialista consumir produtos televisivos basta. 






