“Os verdadeiros inimigos da sociedade não são os que ela explora ou tiraniza, são os que ela humilha.” (Georges Bernanos)
Seguindo os passos dos “indignados”, o movimento geral de revolta criado pelas mentes pensantes ao serviço da Nova Ordem Mundial, composto exclusivamente por materialistas, contra as enfermidades da sociedade materialista, um absurdo portanto, se seguem outros materialistas utópicos, eternos descontentes com a marcha do progresso, pois exigem que o progresso seja mais veloz, uma vez que o “tudo para todos” ainda não foi concretizado e a “igualdade entre os homens” não passa de uma miragem.
De protesto em protesto, de luta em luta, os anos vão passando e o futuro fica cada vez mais negro, mas não apenas para os que se envolvem nas terapias de grupo que são os passeios dos alegres usados como purgas de stress. As maiores vítimas da sociedade nunca se manifestam, nunca ostentam bandeiras vermelhas ou de outra cor qualquer, são em número muito maior do que os manifestantes habituais, os agitadores e os orquestradores, porém, sofrem calados. O sistema oprime-os, não os liberta. Estes fazem parte das centenas que se suicidam anualmente em Portugal, que os mass media evitam focar, e dos milhões de portugueses que agonizam na depressão.
Efectivamente, pior que uma remuneração pequena que não permite a satisfação de todos os desejos pelo consumo é não ter emprego sequer, e o sistema é prodigioso a multiplicar o desemprego, pior do que a violência doméstica é não ter família, pior que a falta de dinheiro para os vícios, é a ausência desejo para gastar aquilo que se possui. Pessoas na miséria, pobres, gente sem rumo, gente que padece dos males da sociedade burguesa revolucionária constituem muitos milhares de infelizes, e estes não se revoltam, não se queixam, não têm um canal de televisão que difunda a sua mensagem nostálgica. Pessoas que não podem sair à rua devido à criminalidade descontrolada, ao pânico, à insegurança, à fealdade circundante, ao desgosto de ver as suas terras transformadas em asilos onde se instalam miseráveis do mundo inteiro são muitas e muito tristes, pois ninguém as ouve, ninguém quer saber dos seus problemas.
A exteriorização do descontentamento programado através das câmaras da televisão não passa de uma fantochada que vai servindo para que tudo se conserve na mesma, e pior, o real objectivo desses engenheiros da reivindicação é transformar ainda mais a sociedade, contra os interesses dos portugueses, de forma a melhor servir a conveniência dos plutocratas internacionalistas que tudo dominam desde a fundação das lojas que albergam determinadas sociedades secretas.
Aguardando sofregamente por justiça, os humilhados estão maltratados também por esses “indignados”, que são falsos sofredores, nada empreendedores e desconhecedores do espírito de sacrifício. O povo há muito caçado pelo polvo, não tem forma de escapar para já, porque o povo está decepado enquanto o polvo tem a cabeça oculta. É, pois, fundamental que emirja uma elite protectora, esclarecedora e recta, ou um salvador nacional, caso contrário o povo português desaparecerá sob as garras dos abutres e dos parasitas sempre oportunistas.

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