Domingo, 2 de Outubro de 2011

Virtude da Equidade

Dentro do pacote das impreteríveis regras de vida que os pós-modernos esqueceram, por conveniência ou ignorância, repousa a virtude da equidade, isto é, dar a cada um o que lhe pertence conforme vontade de Deus. Em antítese a esta verdade divina estamos subjugados, pela mentalidade subversiva no poder, ao diabólico vício da igualdade. Os invejosos compulsivos têm-se regozijado até ao presente momento pelas suas gloriosas conquistas de direitos que se traduzem basicamente na transferência dos pertences de quem os tem legitimamente para quem os recebe indevidamente.

A subsidiodependência é o último grito da tolice revolucionária, diz-se às multidões que a justiça social consiste em igualar os indivíduos através da capacidade de consumo, neste contexto fomenta-se o ódio aos ricos, ou aos remediados, indistintamente, sejam eles idóneos ou não, e transformam-se em vítimas da sociedade europeia os desgraçados do mundo inteiro, usualmente até os criminosos e os sujeitos de má índole são apelidados de coitadinhos.

Não se cultiva o valor do trabalho com a sua devida valorização, pelo contrário, a tendência vai no sentido de valorizar mais quem consome do que quem produz, como tal, não hesitamos em classificar um tal sistema político, que permite todas as inversões de valores, de asqueroso e mesmo aberrante.

Se um homem se vê privado do que lhe pertence salta-lhe de imediato ao espírito o sentimento de injustiça, logo, o injustiçado, rico ou pobre, vai a qualquer custo procurar uma compensação para a iniquidade de que foi vítima, assim, será mais um elemento destabilizador e tenderá a ser infrutífero para que não se sinta parasitado e a criação de riqueza decresce.

Os homens injustiçados não têm conseguido unir esforços para defender os seus direitos divinos porque o número de aparentes beneficiados, porque têm vivido acima das suas reais capacidades, tem sido muito maior do que o número dos prejudicados. Quando se inverter esta situação então teremos provavelmente uma grande transformação socioeconómica a nível mundial. Até agora, o gáudio dos oportunistas é visível por todo o lado: consumo exagerado, vida faustosa, muitas gargalhadas, pouca reflexão, baixa preocupação com o futuro, indiferença para com a pátria, desprezo pela família, repúdio a Deus, etc.

Curiosamente, os que sofrem silenciosos são os que mais se deveriam fazer ouvir, foram os que efectivamente perderam porque detinham bens legítimos, mas não, a natureza dos homens nobres não é a de se queixar, de exigir ou de chorar luxos, quem faz da vida um parasitismo crónico é quem mais se ouve, contudo, paradoxalmente, são esses que daqui para a frente mais irão sofrer. O igualitarismo que reclamaram, para além de nunca os tornar iguais, torna-os ainda mais desiguais.

2 comentários:

Mescar disse...

Ai daqueles que hoje, amparados pelo poder político, sugam os mais capacitados, cuja inveja e preguiça é cada vez maior. Quando tudo desmoronar, os mais capacitados sobreviverão, já que em suas veias escorrem sangue justo. São os que até hoje sustentaram a civilização. Foi a ética e moral cristã que nos deu tudo o que temos. E seu enfraquecimento é o desmoronamento da civilização humana. E é isto que querem os que controlam os gabinetes palacianos dos nossos estultos governantes.

Mescar disse...

Ai daqueles que hoje, amparados pelo poder político, sugam os mais capacitados, cuja inveja e preguiça é cada vez maior. Quando tudo desmoronar, os mais capacitados sobreviverão, já que em suas veias escorrem sangue justo. São os que até hoje sustentaram a civilização. Foi a ética e moral cristã que nos deu tudo o que temos. E seu enfraquecimento é o desmoronamento da civilização humana. E é isto que querem os que controlam os gabinetes palacianos dos nossos estultos governantes.