Entre as muitas maleitas trazidas pelo modernismo, e pelo mundialismo que lhe está associado, encontramos a ideia de que o estado de espírito que vê o bem e o bom em todo o lado deve ser exemplo a seguir. Esta disposição esquizóide inculcada pelas novas correntes psicológicas tenta ignorar a existência do Mal e identifica o Bem com a alienação em relação a tudo o que possa causar problemas, com a despreocupação, com o conforto imediato, com o prazer irreflectido, etc.
Juntamente com o optimismo permanente, que forçosamente exige a negação do Mal, aparelha-se-lhe o imobilismo moral, uma vez que para haver uma acção benéfica necessariamente tem que haver uma luta contra o Mal, não sendo o Mal identificado ou reconhecido a acção saudável não acontece. Dentro do imobilismo aqui representado temos como exemplo o abandono do combate pelo bem comum. A construção desinteressada com vista ao benefício comunitário desapareceu, hoje em dia apenas se age com vista ao bem exclusivamente próprio.
O imobilismo de que falamos impede a construção do futuro, agarra-se às obras realizadas pelos nossos antepassados, mas, não prepara a sobrevivência das próximas gerações. Acontece porém que o futuro chega depressa, e se a geração anterior consumir e não produzir certo é que a geração presente já está sofrer as consequências das negligências anteriores. Ora, é precisamente isso que acontece neste momento, a geração de hoje sofre pelos erros da geração de ontem. E o mais curioso é que se teima em seguir o mesmo caminho suicida.
A obsessão optimista obriga a comportamentos desajustados à realidade actual, as pessoas são levadas a pensar que tudo corre bem, tudo vai bem, exemplos desses não faltam mesmo ao mais alto nível político, os políticos frequentemente enganam descaradamente as multidões seduzindo-as com o pensamento positivo, tudo vai bem, não se passa nada de anormal, todavia a tragédia económico-social iminente prova o oposto. A comunicação social alinha pela mesma cartilha da psicologia desconstrutiva, perante políticas nefastas os media, tudo subvertendo e recorrendo a intrujices sofisticadas, conseguem passar a ideia do contrário. Um exemplo, ocorrido no momento, relaciona-se com a imigração ilegal, os mass media perante uma invasão de pessoas culturalmente impreparadas e propensas à exploração, obviamente nefastas para os autóctones europeus, invertendo tudo afirmam desavergonhadamente que os “imigrantes enchem os cofres do Estado”. A falência da Europa mostra, contra todas as teorias do internacional-socialismo, promotor do multiculturalismo e da subsidiodepêndencia, precisamente a incopatibilidade com esta ideia absurda.
As pessoas amarradas à mentalidade que apregoa a inexistência do Mal, comportam-se como zombies, perdem a personalidade original devido à propaganda materialista promovida pelos causadores da desordem e permitem que as suas vidas se tornem inúteis, atravessam a sua existência como que de olhos fechados, pois são incapazes de perceber de onde vem a onda negativa que impede as suas realizações pessoais. As lavagens cerebrais têm um preço, as massas embrutecidas alegremente louvando o poder da baixeza, acabam, mais tarde ou mais cedo, por entrar em desespero e agir de forma imprevisível, inconsequente e selvaticamente, destruindo tudo com a sua fúria devido ao elevado grau de frustração que as possui.
Como consequência imediata do que dizemos, as pessoas deixaram de se preocupar com o futuro, com os problemas essenciais da vida, com a sua missão e com a sua natureza, com o que quer que seja que não lhes traga uma satisfação imediata, porém a felicidade escapa-se-lhes por entre os dedos como a água. Este falso progresso com base em mentiras está já a dar os seus frutos podres, a sociedade conspurcada moderna já não satisfaz, a intranquilidade cresce, mas contra toda a lógica, o mesmo estado de espírito optimista continua, as gargalhadas são obrigatórias, a circunspecção proibida, a razoabilidade desprezada e a exuberância indispensável para que não se caia na marginalidade social. Nós somos os sérios, os que se riem por dentro mas que mostram a serenidade por fora, a felicidade é interior e não exterior, os contidos, os sensatos e os justos. Tudo indica que estamos condenados ao fracasso nesta sociedade pervertida. No entanto, briosamente podemos afirmar, se a nossa concepção do mundo morreu naturalmente morreremos com ela.

2 comentários:
Nobre amigo:
Parabéns pelos textos (todos). Encho-me de esperanças ao descobrir pessoas que pensam religiosamente igual a mim. A sociedade humana nunca esteve tão próxima do abismo. E é incrível que, enganados pelo falso progresso, não consigam enxergar o fim que lhes espera. E que a domina se mantém na penumbra. E os estultos conseguem apenas vislumbrar um pequeno pedaço de seu rabo. Mas a coisa está muito além do pouco entendimento de alguns mais ou menos conscientes. Parabenizo-lhe pelo artigo e por todos outros. Sou do Brasil, país que não está diferente da Europa, embora a mídia diga o contrário. Nossa dívida interna e externa e interna é muito grande. Aqui há 20 anos temos governantes comunistas no poder, e com certeza ainda há espaço para maisuns tantos. Na verdade a esquerda nunca mais larga o poder aqui. Não temos mais Constituição. Somos governados por decretos que, diariamente, surgem para nos tolhir a liberdade. Como, por exemplo não dar palmadas nos filhos, jamais sequer em pensamento duvidar que o homossexualismo é errado (só pensar), e outros mais. Diria eu que se Deus não existir (e eu tenho a certeza que existe) então estamos realmente perdidos.
Grande abraço e parabéns novamente.
Caro Mescar:
Obrigado pelo seu sentido comentário, para além do mais é sempre reconfortante encontrar pessoas com a mente fechada à subversão. Infelizmente, em termos de esperança, estamos a recuar a passos muito largos, a propaganda dos materialistas é muito mais eficaz, atinge completamente as massas, enquanto a nossa doutrina está a ser eliminada ou adulterada. Estamos convictos de que hecatombes fenomenais irão surgir em breve dado o estado avançado da Besta. Talvez depois venha a bonança para os justos, mas até lá continuará a reinar a iniquidade.
Cumprimentos,
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