Face ao desastre financeiro que nos constringe, as massas controladas pelos mass media conservam esmeradamente os seus vícios. Continua-se a esbanjar dinheiro em carros novos, as estradas constantemente saturadas estão carregadinhas deles, ninguém anda a pé e qualquer miserável possui um automóvel. Isto é só uma amostra da vida aparentemente faustosa que os revolucionários prometeram às pessoas. Esqueceram-se, contudo, de que a concretização do “tudo para todos” irá desembocar no “nada para ninguém”. Todos possuem mas todos devem, em breve todos ficarão sem os bens e sem o dinheiro.
Os desequilíbrios financeiros, ou a desordem económica, têm como causa primordial o desrespeito pelos princípios básicos de racionalidade, tais como: só é possível distribuir aquilo que existe, e só é possível consumir aquilo que há. A ganância pelo voto tem levado muitos a prometerem o que não existe, prometeram o impossível para seduzir as massas e estas responderam com o seu voto de confiança, cegas pela cobiça. Uns e outros são responsáveis pelo descalabro, pela degradação, e pelo colapso eminente.
A fuga à realidade da vida devido à ascensão da “imaginação ao poder” não poderia dar bons frutos e a ideia de que os mais imbecis são quem mais ordena também não ajudou. Obviamente, a subversão provoca nos mais capazes uma revolta tão grande que estes perdem a vontade de produzir o que quer que seja ficando as comunidades privadas da acção benéfica dos cidadãos mais valiosos. Assim, as massas estão entregues a si próprias e aos pérfidos globalizadores, que tradicionalmente desprezam as pátrias e combatem as nações soberanas (exemplo de antinacionalismo), há décadas controlando as suas mentes, pois detêm poder absoluto sobre todos os meios de comunicação.
O consumismo absurdo é o cancro que nos mata, mas explicar isso às massas sequiosas e permanentemente insatisfeitas não é trabalho fácil, aprenderam a viver chafurdando no materialismo. Todos os homens sensatos sabem que aquilo que dá a felicidade não é palpável, não pertence ao mundo material.
As massas estão engolfadas numa armadilha tenebrosa, é como um nó que quanto mais se puxa mais aperta, quanto mais exigem e mais direitos e garantias pensam que possuem mais escravizadas e mais destruídas serão.

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