Que a social-democracia é um socialismo ninguém duvida, os seus princípios sempre coincidiram, apenas existem algumas divergências no que respeita à velocidade do progresso, quando se fala em progresso fala-se em evolução para uma sociedade sem classes e igualitária. Até aqui as semelhanças capitalistas da social-democracia com o marxismo mais primitivo não se vislumbravam tão facilmente, no entanto, com a instalação da crise, isto é, com o aparecimento do desemprego e com a doença do endividamento descontrolado, tudo maleitas do progressismo, os arautos do liberalismo capitalista actualmente no poder, revelam pela acção o que camuflavam com a erudição, assim, executam de forma semelhante aos arautos do liberalismo marxista, a sua principal função resume-se a roubar aos remediados para distribuir aos pobres.
Lentamente todos estamos a ficar mais pobres, todos estamos a perder a propriedade privada, todos estamos a ficar sem pátria, sem família e sem religião, todos estamos mais endividados, mais dispersos e desenraizados e menos ligados à vida. Enquanto a insatisfação avança a esperança recua, as medidas para combater a crise mostram-se incoerentes porque não promovem a criação de riqueza, não se premeia quem mais produz e não se obriga a trabalhar aqueles que ou não têm vontade ou não têm possibilidade, entretanto, a subsidiodependência mata qualquer iniciativa para o labor. No meio do fanatismo igualitário os mais virtuosos, que são cada vez menos, acabam a sustentar as multidões de viciados. Estamos visivelmente numa sociedade injusta porque esta saqueia quem poupa para distribuir por quem esbanja. É insustentável esta vergonhosa situação! Assim é fácil governar, vai-se retirando a quem tem para dar a quem não tem, porém vai chegar o tempo em que ninguém terá nada.
Estamos a chegar a um ponto de situação verdadeiramente insuportável que não agrada nem a ricos nem a pobres, os plutocratas são intocáveis obviamente, a imoralidade não interessa a ninguém e apenas vai beneficiando alguns, enquanto isso continua a indiferença para com uma nação que já não tem trabalho para os seus filhos, que nem sequer já tem espaço para os seus filhos, mas que abraça os filhos dos outros, e mais grave ainda, continua a indiferença para com a realidade da vida, o pesadelo revolucionário lavra impune até à destruição total.

3 comentários:
O anti-cristo está a chegar. Os preparativos para ele tomar a sua cadeira já começaram. Cuidado, muito cuidado, daqui para a frente com o que se faz e diz. Cumprimentos.
Correcto Skedsen, os tempos em que vivemos são muito complicados, falar já nem sequer interessa porque ninguém nos ouve. As pessoas acreditam mais depressa em mil mentiras do que em uma única verdade. Chegados aqui, temos a convicção que já tudo foi dito, a sociedade está inteiramente conspurcada, o alerta já foi dado há bastante tempo, mas ninguém quer saber da Ordem, as pessoas parecem gostar do caos. Falar para as paredes é profundamente desolador, talvez o melhor seja fazermos silêncio.
Cumprimentos,
NC, "saqueia quem poupa para dar a quem esbanja", é fácil passar por cima de uma frase destas sem lhe prestar a devida atenção, e é o que mais se faz, infelizmente, mas o silêncio não serve de nada, apenas acelera o processo de destruição, mas realmente falar para quem? Ninguém quer saber nem ouvir. Que Deus nos dê coragem e força para podermos seguir em frente.
Enviar um comentário