Segunda-feira, 4 de Julho de 2011

O Cidadão Vulgar e as Sociedades Secretas

O cidadão vulgar, aquele que rege a sua vida pelo senso comum acreditando que tudo o que se passa à sua volta é resultado do acaso e do progresso, tem a crença inabalável de que os políticos, aqueles que aparecem nos mass media, são os responsáveis máximos pela crise ou pelo sucesso económico das nações. O cidadão vulgar julga que é ateu, agnóstico, laico, e que não acredita, portanto, em nada daquilo que não possa ser constatado pelos sentidos e provado pela ciência. No entanto, facilmente provamos que os cidadãos vulgares possuem crenças escandalosamente infundadas e que para além de não as combaterem ou desprezarem ainda as protegem com unhas e dentes, sendo mesmo hostis a todos aqueles que tentem demonstrar a sua falsidade.

Exemplos:
O cidadão vulgar acredita que o homem é bom por natureza e que a civilização é que o corrompeu.
O cidadão vulgar acredita que os homens são iguais e por isso têm todos os mesmos direitos.
O cidadão vulgar acredita que a verdade não existe e portanto tudo é relativo e depende de pontos de vista.
O cidadão vulgar acredita que o alcance do prazer é a finalidade do homem e que é isso apenas que lhe pode dar a felicidade.
O cidadão vulgar acredita que o multiculturalismo enriquece os povos.
O cidadão vulgar acredita que o excesso de moral constringe e que o alheamento liberta.
O cidadão vulgar acredita que homem e mulher são iguais e que por isso devem realizar exactamente as mesmas tarefas.

Enfim, muitos mais exemplos se poderiam dar, contudo, sendo estes necessários e suficientes, por uma questão de espaço ficamos por aqui. O cidadão vulgar não acredita em nada, tal como pensa, acredita isso sim em tudo, em tudo aquilo que é negativo e que o prejudica. As pessoas foram sabiamente conduzidas a agir contra os seus próprios interesses e são por isso impotentes para se defenderem, debaixo da batuta castradora da tolerância e do pacifismo, dos plutocratas que dominam as altas esferas do mundo financeiro.

Os políticos não passam de lacaios ao serviço dos super-poderosos, dos oligarcas chefes do Internacional-Socialismo, que há longos anos acumulam as riquezas das nações europeias em especial, mas cujos tentáculos abarcam todo o planeta. As guerras que entretanto aconteceram foram essenciais para que os “mercados” pudessem actuar livremente (para isso se criou a ideia abstracta da igualdade) sem quaisquer limitações à sua acção exploradora.

As Sociedades Secretas existem como pontífices que fazem o elo entre os servos e os mestres da religião do ouro, a religião do dinheiro e do lucro, a religião que sempre combateu Jesus Cristo, a religião da divisão, da discórdia e da destruição, ou seja, a religião satânica.

Testemunhos das acções operadas pelas seitas secretas não faltam, todavia a propaganda do sistema induz as pessoas a não acreditar no óbvio, mas a acreditar muito em mentiras. O livro de Jan Van Helsing "As Sociedades Secretas do século XX", a avaliar pelo índice promete ser muito esclarecedor acerca dos meandros do obscurantismo dominador. Recomenda-se pois a sua leitura, está disponível em português (brasileiro), inglês e espanhol, é só efectuar gratuitamente o download.

10 comentários:

Skedsen disse...

Muito obrigado, caro NC.

NC disse...

Ora essa Skedsen...

A Internet tem a vantagem de não ser controlada, pelo menos em termos de conteúdo, pelos donos do mundo, como tal podemos ir beneficiando do manancial de informação ao nosso dispor. A função deste blogue é essa mesma, disponibilizar informação e conhecimentos interditos aos cidadãos.

Cumprimentos,

O Reaccionário disse...

Caro NC,

Aconselho alguma cautela com esse autor. Jan Udo Holey (Jan van Helsing) é gnóstico, esotérico e ovnilogista, adepto da teoria da "terra oca", da reencarnação e do ocultismo nacional-socialista. Portanto, a sua crítica às "sociedades secretas" é apenas formal. Não se trata de negar a essência destas "sociedades", mas sim os meios por elas utilizados.

Cumprimentos.

NC disse...

Caro Reaccionário,

Confesso que ainda não tive oportunidade de ler este livro de Jan van Helsing e, também nada sei sobre o autor. É portanto precioso o seu alerta sobre as tendências pouco recomendáveis que inspiram a obra. Contudo a temática que se percebe pelo índice merece a nossa atenção, ficamos a saber graças ao amigo Reaccionário que convém conservar alguma distância em relação a todas as interpretações delineadas por Jan van Helsing.

Muito agradecido e respeitosos cumprimentos,

O Reaccionário disse...

NC,

Como diria o Apóstolo: «Examinai tudo. Retende o que é bom.» (1 Tessalonicenses 5:21). Porém, aconselho-o a procurar autores mais ortodoxos para evitar que certos erros se introduzam no subconsciente. Por exemplo, aconselho Léon de Poncins, um católico tradicional e contra-revolucionário, cuja obra incide sobre a judaico-maçonaria e as suas ligações aos movimentos revolucionários, ao comunismo, ao internacionalismo, ao modernismo, etc.

Cumprimentos.

FireHead disse...

A mim o que me mete mais medo é o nacionalismo pagão aliado ao facto do suposto crescimento do paganismo na Europa (terá fundo de verdade?).

NC disse...

Efectivamente, este autor recorre a crenças muito esquisitas ao longo da sua obra, um exemplo é "a maior parte dos seres humanos não se recorda mais de suas
vidas anteriores, nas quais eles realizaram atos dos quais agora sofrem os efeitos." (pág. 122)O autor afirma que os males que sofremos devemo-los a erros cometidos noutras vidas e, juntamente com a imaginação fértil acerca dos extraterrestres, a obra parece um caldeirão de fantasias a transbordar patetices. No entanto no meio da ilusão aparece também a realidade oculta.

O Reaccionário disse...

A propósito disso, recomendo: Reencarnação - Argumentos católicos contra os fundamentos do espiritismo.

Skedsen disse...

Meus caros, eu não quero alimentar polémicas, mas não acredito que o homem só tenha uma vida. Afirmar uma coisa dessas vai contra as próprias leis do universo. Na minha opinião a reencarnação é um facto, é mais do que um facto, é uma necessidade ao desenvolvimento de seres cósmicos que somos. É impossível numa única vida ter a plenitude do conhecimento e do desenvolvimento. E tudo no universo tende para a perfeição final, nós incluídos e não com uma única vida que lá chegaremos. Que voçês queiram dizer que existam algumas incoerências nas doutrinas da reencarnação, aí estou de acordo, agora negar a reencarnação, e submeter o final da nossa vida a um céu, purgatório e inferno estou em total desacordo. Cumprimentos.

NC disse...

O campo do nacionalismo é tão vasto que se poderia perfeitamente ter uma democracia fundada apenas por partidos nacionalistas.