Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

Princípio do Fim: Triunfo do Espírito Rebelde

Há mais de 200 anos que a Europa se vem desligando da Civilização Cristã. O momento simbólico da cisão é sem dúvida o assassinato do Rei Luís XVI e da sua família pela mão criminosa do Clube Jacobino. Sobre o rei sacrificado é possível agora apurar a sua personalidade sem a luneta dos seus detractores. O Livro Negro da Revolução Francesa dá-nos uma preciosa ajuda, a página 86 serve de testemunho da sua virtude na caridade: “Luís XVI, às delegações dos guardas nacionais, em 13 de Julho de 1790, falando dos franceses: «Dizei-lhes que, se não posso deslocar-me convosco aos seus asilos, quero aí estar pela minha afeição e pelas leis protectoras dos mais fracos, velar por eles, viver para eles, morrer, se for preciso, por eles.» Luís XVI era, aliás, dotado de um carácter profundamente bom, que infelizmente foi assemelhado à fraqueza; esse carácter tinha chamado especialmente a atenção de Benjamin Franklin quando conviveu com ele: «Nenhum soberano que algum dia reinou teve, inegavelmente, mais bondade no seu coração, nem possuiu em maior o leite da ternura humana que Luís XVI.»”.

A humanidade deste cordeiro coroado da nação francesa, não aceita lições de moral de ninguém, repousa longinquamente de todos aqueles que no futuro viriam a ser responsáveis pelo destino da França. É portanto incomparável a sua conduta moral fielmente cristã com a dos rebeldes fanatizados pela inveja e pela perversidade.

Fruto de obscuras maquinações subversivas operadas pela maçonaria o terrorismo revolucionário disparou em 1789 com toda a sua pujança sanguinária, sacrificando na primeira linha os fiéis e corajosos guardas suíços ao serviço do trono francês. A populaça desnorteada pela retórica dos conspiradores e pela velocidade dos acontecimentos acabaria por se deixar iludir e colaborar com a sua indolência no regicídio. Após o momento amargo da separação do corpo da cabeça do Rei, por aqueles que sempre falam em nome do povo, é o próprio povo que fica decepado, perdido, desprotegido e sem governo. As desgraças não se fariam esperar, rios de sangue se multiplicaram. O terror e o horror atingidos nessa época devem servir ao mundo de referência como sendo uma representação viva do próprio Mal.

Nunca mais houve paz. Desde essa data trágica que vagas sucessivas de guerras revolucionárias têm assolado as nações europeias, os agentes subversivos faziam questão de exportar a sua nova religião do modernismo para o resto do globo terrestre, visando uma Nova Ordem Mundial. À força combinada da persuasão com as armas, da promoção do pânico, de milhões de mortos, da intimidação, fomes e muito sofrimento, foram impondo aos povos a sua doutrina maçónica. Após o derrube das monarquias seculares, a descristianização seria o segundo objectivo. Para grande desgraça dos povos europeus, no Concílio Vaticano II, que foi uma Revolução na Igreja Católica, a trupe subversiva obtém a sua vitória final sobre a Igreja de Roma, o próprio espírito da Revolução Liberal é injectado no útero do Catolicismo mudando-o radicalmente nos seus princípios.

O fim de todo este processo revolucionário está a terminar, em breve a factura do irracionalismo alegre chegará e será implacável.

1 comentários:

Réquila disse...

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