Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

A Venda do Dinheiro


A Ordem Medieval, fundada no Deus que expulsou os vendilhões do Templo, tinha por missão harmonizar e elevar a sociedade até ao campo do divino. Potente no conhecimento e fértil na moral, a Europa católica formava um bloco puro e duro contra a ganância dos interesses individuais. A união, o espírito de unidade, merecia uma especial devoção, todos os sacrifícios se realizavam na sua direcção. Este equilíbrio entre a fé e a razão, a espada e o altar, os ricos e os pobres, durou sensivelmente dez séculos.

Chegado o triunfo do homem endeusado com o Renascimento, no século XIV, a burguesia, o espírito capitalista, viu as portas da Europa escancaradas à sua cobiça desmedida. A oportunidade para a vingança por séculos de redução à nulidade exploratória ganhava a cada passo subversivo, isto é, revolucionário, novo vigor.

A Igreja de Roma sempre manteve a interdição do negócio do dinheiro, como tal, na Idade Média, a Idade da Fé, era proibido emprestar dinheiro a juros. Todavia, através do protestantismo forjado na anticlerical Renascença a cobiça capitalista medrou: “Calvino, sabemo-lo, legitimou o empréstimo com juros quando a Igreja Católica o recusava ainda como imoral, em 1571 (Bula Universal dos Câmbios).” (Héléne Védrine).

Todo o libertismo, todo o naturalismo, toda a especulação filosófica e todas as modernices tinham o único propósito de liberalizar os mercados económico-financeiros e de permitir que o homem explorasse melhor o homem. Todas as revoluções, todas as transformações sociais, todas as promoções dos vícios, não visavam senão permitir o cancro do lucro desregrado.

A multiplicação do lucro tem-se vindo a acumular nas mãos dos mesmos – os profissionais das revoluções – desde as cinzas da Ordem Medieval. Como tal, os lucros concentraram-se, em quantidades astronómicas, nas mãos dos peritos na arte de fabricar dinheiro com dinheiro. O processo de descapitalização dos estados-nação está a chegar ao fim, o Reino da Besta está prestes a revelar-se.

1 comentários:

Mescar disse...

E foi exatamente aí, sec 14, que a besta se soltou de suas amarras. Daí até hoje a civilização se perdeu. E quem controla o mundo é quem tem um profundo ódio pela Igreja Católica. E estes são um povo que não vou dizer o nome. Os Iluminatis são apenas um nome para encobrir quem realmente são nossos algozes. Iluminatis, Maçonaria, Clube de Roma, ou o nome que se queira dar é apenas para despiste. Para não sabermos quem realmente há mais de dois mil anos planeja a escravização humana. E é uma pena que os bons, os que se decidem a lutar contra o mal não saibam como ele realmente se chama.Daí saem a dar socos ao vento.