
Os gananciosos totalitaristas que actuam na sombra há séculos, visando dominar o planeta inteiro, conseguiram seduzir os ingénuos povos europeus graças ao engodo da “liberdade individual”. De tal forma a sua propaganda foi bem sucedida que hoje em dia quase todas as pessoas acham muito bem que todos tenham direito à liberdade para fazer tudo o que entendam. Todos acham muito bem que não haja constrangimentos no bloqueio ao caminho para a rectidão. Quando se fala que é preciso ordem, para que os mais fortes não lancem na miséria os mais fracos, as massas manipuladas, as multidões controladas, até consentem, mas, desde que não se coloque em causa a conquista revolucionária da “liberdade individual”.
Ora bem, a tal liberdade individual tão obstinadamente desejada só serve os interesses de desordeiros, de gente oportunista, dos mais gananciosos e invejosos elementos que pululam entre o povo. Os cidadãos honestos, as pessoas que apreciam a tranquilidade e a sustentabilidade, que não gostam de injustiças e de agitação inútil não têm o mínimo interesse nas amplas liberdades cegamente implementadas. Como diz o ditado “quem não deve não teme”.
Ora vejamos, ninguém exige a ampla liberdade para construir o que quer que seja, implora-se a ampla liberdade, normalmente, para se obter legitimidade para destruir sem obstáculos e sem a oposição dos restantes elementos da comunidade. A ampla liberdade serve os interesses dos individualistas, daqueles que desprezam completamente a sorte dos seus concidadãos. Assim, graças à selvajaria socioeconómica, o número de ricos aumentou bastante e multiplicou-se a sua riqueza, enquanto os pobres são também cada vez mais numerosos e cada vez mais miseráveis.
Aqueles que enriqueceram graças à desordem compreende-se que defendam obstinadamente este ambiente permissivo ao capricho individual, mas, é difícil de perceber que a maioria da população embrulhada em grandes dificuldades e sarilhos repudie o regresso da Lei pela Grei.
A lavagem cerebral foi forte, as pessoas deixaram de se preocupar com o futuro dos seus descendentes, chegam mesmo a comprometer o futuro dos próprios filhos deixando-lhes dívidas e uma vida vazia e sem esperança. Os alienados querem tudo e estão permanentemente insatisfeitos, e para agravar o problema acham muito bem que se caminhe para a utopia do “tudo para todos”.
A factura do irracionalismo revolucionário chegou, os alienados choram lamentando-se que estão a perder as suas conquistas, não percebem que viviam acima das possibilidades e que tudo era uma trama para derrubar e delapidar o Estado. Não percebem que não tinham direito ao luxo excessivo porque a usurpação dos bens alheios não garante riqueza eterna. É preciso trabalhar e possuir inteligência para criar uma vida equilibrada e sustentável.
A tal “liberdade individual” produz agora escravidão e extermínio racial e em breve trará graves conflitos sociais. O cerco vai-se apertando, mas nem assim a teimosia no prazer a qualquer custo inverte a sua marcha para o colapso.
A liberdade individual matou o respeito e a disciplina, matou a segurança e a justiça, matou a moral e a educação. A liberdade individual trouxe o desassossego, a desconfiança e a desmoralização. A ganância e a inveja tão próprias da cobiça egoísta provocaram o desgaste das matérias-primas.
Quem se atrever a pensar fora da mentalidade socialista assistirá em martírio à privação da liberdade mais natural, o direito de laborar para o bem comum.
4 comentários:
Mas onde está, neste momento, a Contra-Revolução em Portugal para curar estas enfermidades?
Fala-se numa locomotiva, mas o comboio tarda em chegar.
Cumprimentos,
Caro NC, o socialismo por onde passa seca tudo, dizima tudo, é como uma peste silenciosa. O socialismo é um agente infeccioso que arrebenta tudo por onde passa.
As provas estão à vista de todos, só não vê quem não quer. Os resultados da bandalheira são cada vez mais evidentes, e ainda não batemos no fundo.
Cumprimentos,
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