Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

Rezar na Internet ao Ritmo dos Salmos


O site passo-a-rezar disponibiliza orações diárias ou semanais em mp3 de excelente qualidade e em português de Portugal. Vale a pena fazer os downloads e ouvir em qualquer parte através de qualquer leitor de mp3.

Sábado, 25 de Dezembro de 2010

A Razão de Salazar


"O mundo está a viver em permanente desvario: as massas caminham através da anarquia para ditaduras ferozes, e os homens públicos parece julgarem que podem defender o supremo bem dos povos - a ordem - com o seu liberalismo." (Salazar, carta de 6 de Junho de 1968 ao Prof. Marcello Caetano).

Domingo, 19 de Dezembro de 2010

Pai Natal Ladrão




Na lógica do consumo como meta para a felicidade encontramos hoje as famílias, as que ainda resistiram às investidas da modernidade contra a união que tem por base o amor, literalmente com a corda na garganta. Actualmente aceita-se a depressão, que atinge já um milhão de portugueses, como normalidade. A vida anormalmente agitada mergulhada em stress é encarada como uma inevitabilidade dos tempos modernos. Segundo os estudos revelados pelas estatísticas cerca de 1000 portugueses suicidaram-se no último ano. Portugal está cada vez mais pobre, de acordo com estudos feitos pela OCDE o produto interno bruto “per capita” em Portugal, desceu de 72 para 69 por cento da média dos 30 países que fazem parte da referida organização. O poder de compra diminui e os nossos produtos, os bens de consumo são mais caros do que na Grécia ou na Espanha. Porém o nosso nível de consumo, apesar da crise, não decresce. A mentalidade que se fomentou nas últimas décadas, de que o homem vale por aquilo que consome, superou todas as expectativas daqueles que se alimentam e parasitam os portugueses. A época natalícia, que para além da celebração litúrgica, preparada pelo tempo do Advento, tem como significado o renascer de Jesus Cristo nos nossos corações, perspectivando que se produzam alterações práticas nas nossas vidas, foi esquecida. Alguns, não poucos, dizem que isso é para os retrógrados, para os conservadores desadaptados às novas realidades. Não esquecer que o Natal sempre gozou de grande popularidade, por focar Jesus Menino no ambiente materno cuja pretensão é o estreitamento dos laços familiares.

A modernidade, o progresso, a tecnologia, permitem que não tenhamos que passar quaisquer dificuldades, fazer quaisquer sacrifícios ou pensar o futuro, badalam os papagaios alienados que são comandados pelas teias obscuras que gerem os órgãos de comunicação social. O supérfluo que se ostenta, mas que não tem qualquer utilidade, é visto pelos demais medíocres de espírito como sinal de evolução e moda. Outros ainda, mais próximos de zombies do que de pessoas livres, zurram que o dinheiro tem que circular, temos que nos despojar dele para que a economia funcione. Felizmente vivi ainda em tempos onde havia poucas bugigangas mas muita esperança, hoje vivem-se tempos de muitos artefactos feitos em série para as massas embrutecidas, de excesso de ofertas desnecessárias, mas de nenhuma esperança. Que este Natal seja um Natal diferente onde aconteça o amor e que o hábito consumista seja banido das nossas vidas. O homem livre não se deixa escravizar por vícios sejam eles de que espécies forem. Que as ofertas sejam carinho, atenção, bondade, alegria, beijos. Tudo o resto, as ilusões materiais que fiquem com quem nelas acredita, que fiquem com os fanáticos do cientismo moderno. Agir irracionalmente tem um elevado preço a pagar.

O Natal que interessa não nos rouba os recursos, através de um barbudo vestido de vermelho, mas enriquece-nos o espírito com o calor dos seus valores. Que seja lançada a primeira pedra, neste Natal, para a construção de um mundo onde a diferença entre ricos e pobres seja menor. É nossa obrigação contrariar a tendência para a paganização do Natal, com a figura exótica do Pai Natal e a transformação deste santo tempo em época de intensa promoção comercial. O Natal só adquire positividade quando presentifica o amor verdadeiro que nada tem a ver com as caixinhas e caixotes embrulhados em caprichos, fantasias e ilusões, que são oferecidos nesta época, tornando a sua forma, para os mais atentos, contornos de bizarria.


PS: Texto de 2007

Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

A Economia e a Desintegração da Sociedade

Os fanáticos materialistas, escravos do dinheiro como são, pois a razão da sua vida é o vício, e os vícios não se sustentam com escassos recursos económicos, concentraram toda a sua atenção nos rendimentos obtidos à custa do trabalho laboral. Multiplicaram-se as greves e as manifestações e, formas de pressão várias se inventaram para que o dinheiro fosse crescendo nos bolsos das pessoas. Efectivamente aumentaram os ordenados, aumentou o desejo, a ganância e a inveja, mas, aumentaram também as dívidas, as massas habituaram-se a ter tudo o que a sua imaginação deseja, e caso sejam contrariadas nos seus caprichos, a insatisfação corrói-as até à depressão. O reverso da medalha, causado pelo consumo absurdo, revelou-nos uma crise profunda cada vez mais difícil de solucionar. Tal é a obsessão pelo dinheiro que, paralelamente, a desintegração da nossa sociedade avança despercebida porque as atenções se focam apenas na economia.

Enquanto todos se preocupam muito com as percentagens dos aumentos dos vencimentos, de facto com alguma razão porque a perda do poder de compra é real, e com a riqueza gerada no país, eclipsa-se a percepção pelas verdadeiras razões do fosso económico. Assim, os materialistas cegos só vêem dinheiro, poucos se importam com a crescente criminalidade, com a crescente deseducação, com a crescente dissolução da família, com a crescente injustiça, com a crescente corrupção, a crescente colonização do nosso país, principalmente na capital, a crescente insegurança, enfim, com o crescente caos generalizado. Poucos estão atentos à abolição dos valores e dos princípios sem os quais é impossível o relacionamento entre os seres humanos.

Como tal, a sociedade afunda-se e não sem culpa de todos, praticamente todos se preocupam muito com o seu umbigo, mas muito pouco com o umbigo dos seus semelhantes. De uma forma generalizada as pessoas apenas se inquietam e despertam quando são elas próprias vítimas de injustiças, se for o seu companheiro do lado a sofrer os custos da desordem assobiam para o ar felizes da vida. Mais ainda constatamos que, só não vigariza o outro, nesta sociedade conspurcada, quem não pode. Todos querem enganar alguém. No meio do lodaçal social, alguns querem parecer muito generosos, principalmente com os recursos dos outros, e claro, aparecem logo alguns oportunistas a apelar à filantropia mundial com a cantiga desprezível do humanismo. Cantam os abelhudos que temos que ajudar os povos longínquos, mas estes pseudo-filantropos, os lobos disfarçados de cordeiros, aos seus vizinhos nem sequer as boas horas dão. A provar o lastimável desrespeito pelos que nos estão próximos, actualmente, Portugal contabiliza 300 mil crianças na pobreza e pelo menos 300 mil pessoas a passar fome, mas a cantiga é sempre a mesma, o que interessa é ajudar aqueles com os quais não temos qualquer ligação afectiva, nem ligação cultural, nem ligação racial, nada em comum, apenas essa ideia lunática de humanismo, uma hipocrisia portanto.

A crise de valores não é menor do que a crise económica, aliás, a negação dos valores transmitidos durante séculos, de geração em geração, é que conduziu à recessão em que estamos embrulhados. A verdade é que a miséria cresce porque cortámos a ligação às nossas raízes.

Dada a inversão de valores, dado o triunfo da mentalidade subversiva, quem se consegue, hoje, opor aos paranóicos, aos pérfidos, aos néscios, aos maus carácteres, aos rufias carregados de sentimentos recalcados, às forças da mediocridade? Ninguém, pois o sistema é o seu fiel guardião. Vivemos entre os tubarões e as piranhas. Ai dos homens honestos, ai dos bons!

O romano Cícero dizia que “não há nada mais gratificante do que o afecto correspondido, nada mais perfeito do que a reciprocidade de gostos e a troca de atenções”. Porém, em virtude da desgraça trazida pelos modernistas, esta sociedade em ruínas é incapaz de garantir a mínima união entre os seus cidadãos, pois faltam os fundamentais ingredientes: a educação; a disciplina; a lealdade e a honra.

Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Controlo da Mente: Minimalismo e Animalismo


O termo “minimal” foi utilizado pela primeira vez, em 1965, pelo filósofo Richard Wollheim e daqui nasceu o minimalismo. O minimalismo é uma filosofia que propugna pela redução de qualquer coisa apenas ao seu essencial, ao mínimo ou ao básico. As obras deste género não primam pela representação da forma adequada ao conteúdo, a distorção e a ruptura com o real são constantes. Este movimento artístico estreou-se após a Segunda Guerra Mundial em terreno cultural favorável dada a tendência generalizada para a arte degenerada de teor altamente desconstrutivista. O minimalismo pode ser caracterizado pelos seguintes elementos: abstracção; economia de linguagem e de meios; produção em estandardização industrial; uso literal dos materiais; austeridade com a ausência de ornamentos; purismo estrutural e funcional e geometria elementar rectilínea.

Vários, e de várias tendências, foram os artistas agarrados a esta nova moda, seguidamente desfilam alguns nomes principais. Esta arte ultra-moderna desenvolveu-se na escultura com Donald Judd, Sol LeWitt, Carl Andre, Dan Flavin e Robert Morris. Na pintura notabilizaram-se Ad Reinhardt, Robert Ryman, Robert Mangold, Agnes Martin e Eduardo Sanguinetti. A música desarmonizou-se com Terry Riley e a sua obra in C de 1964, Steve Reich, Philip Glass e Eduardo Sanguinetti. Os escritores também aderiram e soaram nomes como Raymond Carver, Richard Ford, Ann Beattie e Tobias Wolff.

O filósofo argentino Eduardo Sanguinetti definiu bem o minimalismo como sendo “o máximo no mínimo”. Esta busca do mínimo, o desejo pelo prático e básico, depressa passou da arte, do mundo artístico, para a mente das massas sempre prontas a serem moldadas. Virtudes e valores tais como o rigor, a exigência, a precisão, a perfeição, o requinte, a beleza, a verdade e o bom mergulharam no aniquilamento. Os elementos essenciais da inteligência, a razão e a intuição, foram desprezados em nome do facilitismo radical. Este facilitismo quando puxado ao extremo arrasta os indivíduos para o campo dum submundo aterrador, aqui a besta confunde-se com o humano, e eis que o animalismo emerge e amarra toda a humanidade à mediocridade mais medonha.

Os zombies passaram então da ficção para a realidade, a inconsciência e o fanatismo alastram agora provocando uma desordem na sociedade em grande escala e de difícil contenção para aqueles que ainda se encontram imunes ao vírus da bestialidade.

A mente sã quando contacta com as formas artísticas minimalistas entra em choque de imediato, a tendência natural é a rejeição, porém, com a exposição à continuidade a mente habitua-se ao aberrante, o anormal toma forma de normal, e os indivíduos alienados vão progressivamente perdendo as suas faculdades naturais para a distinção do verdadeiro e do falso. O discernimento torna-se turvo, a capacidade de ajuizar perde-se.

É neste estado de doença mental provocada, de hipnotismo controlado, que as massas ocidentais, europeus e americanos, se encontram. Basta uma palavra-chave operada pelos meios de comunicação ao serviço dos agentes manipuladores para que as massas embrutecidas corram desorientadas no sentido que os ditames dos interesses dos Senhores do Mundo estipularem.

Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

Esperar que o tempo das trevas se dissipe....


Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

(Fernando Pessoa, Mar Português)