Sábado, 28 de Novembro de 2009

A Cruz e a Estrela




As duas concepções do mundo, que se gladiam há séculos, a espiritualidade e o materialismo, podem ser representadas pelos seus símbolos: a cruz, cujo domínio implícito é o Reino de Deus; e a estrela que representa o Anticristo. Uma faz a apologia da vida, a outra representa a cultura de morte. A cruz, símbolo usado desde longa data, já era usada pelos povos arianos, que sempre foram religiosos e cujo apanágio coincidia com a instituição da família e a promoção da ordem, representando ainda o apego aos verdadeiros valores, como a honra e a lealdade, a autoridade e a hierarquia. A ideia de sustentabilidade e continuidade transformou os povos movidos pelo símbolo da cruz nos mais civilizados do planeta. Assim, a cruz que os europeus milenarmente carregam, desde a cruz Celta que tem a particularidade de ser associada à coragem, ao heroísmo e à conquista devido ao esforço, até à cruz cristã que representa a sabedoria, o amor, a caridade, o perdão, a justiça divina, está agora em vias de ser abolida por forças poderosíssimas que têm a seu favor o poder do dinheiro. Ao longo dos últimos séculos o símbolo predilecto da maçonaria, a estrela, tem trucidado os defensores da cruz. Como resultado catastrófico, em função do desfecho dos vários conflitos, a moral recuou enquanto a desconstrução medrou.

À estrela estão ligados os movimentos anárquicos que lutam pela destruição de todas as organizações que não queiram ser integradas na Nova Ordem Mundial. De acordo com os preceitos anarquistas, cuja estrela vermelha é o seu símbolo de eleição, todos terão que aderir ao novo sistema universal de valores. Para dar força a este sistema universal que visa concentrar todo o poder num único núcleo elitista foi engendrado o movimento Nova Era, a Era de Lúcifer que promove a chegada do profético Anticristo, onde a estrela está também presente. Como se pode observar, a cruz que sempre representou a vida, o conhecimento do cosmos, a fertilização, a imortalidade, está indubitavelmente em oposição aos totalitarismos e às estrelas, sejam de cinco ou seis pontas. A estrela de cinco pontas com as duas pontas para cima, significam Lúcifer e o seu reino, enquanto que, com as duas pontas para baixo significa o homem como Deus. Ambas são usadas por bruxos e feiticeiros e presságio do Anticristo. A estrela de seis pontas, a estrela de Davi, é já usada pelo movimento Nova Era como símbolo da unificação da humanidade com as forças cósmicas, o mesmo é dizer que a humanidade está já a ser comandada por uma única força mundial. Ambas as estrelas significam a morte para os povos arianos. A simbologia da estrela (estrelas de várias formas e cores) carrega também o vírus apátrida que promove um planeta Terra sem fronteiras, uma aldeia global sem credos e raças. Quando o assunto é promiscuidade sexual ou depravações várias então a estrela, símbolo libertário, está aí implícito.

À cruz está ligado o triunfo do mundo civilizado, a supremacia do espírito sobre o instinto e sobre a barbárie, a pureza, a salvação para todos, a elevação cultural e a ideia de continuidade, a cruz simboliza desde a antiguidade a família: pai; mãe, filho, e é símbolo de obediência. A cruz cria necessariamente a dicotomia Bem e Mal, e simbolizando o tributo ao Bem combate implacavelmente o Mal. A cruz significa a dinâmica com base no trabalho e na honra, a purificação; a estrela é sinal de libertinagem, vassalagem ao ouro, de progressismo desregrado e liberal. A estrela caracteriza a via do caminho rápido e fácil para o sucesso, em oposição ao espírito de sacrifício patente na cruz e da via lenta, mas, garante de sustentabilidade protagonizada pelo mundo tradicional.

A cruz imprime à sociedade uma mentalidade dinâmica que não se conforma com a estagnação; a estrela inculca a mentalidade estática, tão característica na apatia geral, arrastando consigo os povos para o tribalismo e para o retrocesso civilizacional. À cruz liga-se o cumprimento do Dever e a busca da perfeição; a estrela representa o humanismo, a imaginação, o relativismo. A primeira prima pela qualidade a segunda pela quantidade. A cruz liga-se ao mundo inteligível enquanto a estrela permanece no mundo sensível. A cruz desde sempre foi interpretada como um amuleto que traz felicidade e ânimo para a vida fecundante que daí germina. A estrela é sinal de individualismo e desprezo pela multiplicação da vida, é símbolo de redução populacional, representa a abolição da família.

Complementar:

9 comentários:

RerumNovarum disse...

Brilhante, NC! Brilhante!

Matos disse...

está um pouco simplista a sua teoria, não ? talvez um pouco mais de profundidade ?

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pentagrama

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cruz_%28s%C3%ADmbolo%29

NC disse...

Trata-se de uma batalha do mundo da qualidade contra o mundo da quantidade. A verdade é simples, as pessoas é que costumam complicar tudo.

Matos disse...

"A verdade é simples, as pessoas é que costumam complicar tudo."

faz-me lembrar a teoria do Geocentrismo depois vieram uns gajos e complicaram com o Heliocentrismo

NC disse...

O assunto em discussão não é de ordem material mas sim espiritual.
Entende quem tiver sensibilidade para isso.

Matos disse...

então e a estrela no mundo muçulmano ?

Star_and_Crescent

explique-me lá, também é o Anticristo?

Matos disse...

Os primeiros cristãos relacionavam o pentagrama às cinco chagas de Cristo e, desde então, até os tempos medievais, era um símbolo cristão.

o Pentagrama era usado pelos antigos templários como símbolo de riqueza

Na China antiga, cada ponta simbolizava um elemento: Terra, Água, Fogo, Madeira e Metal.

Matos disse...

E na URSS, pensa-se que simbolizava o internacionalismo, os 5continentes unidos socialmente.

Matos disse...

http://www.comunidade-espiritual.com/blog.php?sub_section=view&id=501