Do bafiento ditado popular “se não podes com eles junta-te a eles”, utilizado hoje a potes em tempo de seca, derivam consequências normalmente gravosas, pois a troco do acomodamento se rejeitam ideias e ideais que nos dão motivo à vida e são essenciais para o desenvolvimento humano. Se há situações onde a sua aplicação não se revela gravosa, outras há em que pelo contrário todos os valores da vida humana são desprezados comprometendo seriamente o futuro das gerações vindouras. Em nome da moderação calculada e do diálogo apressado, do comodismo, do cruzar de braços, dá-se o estado de fusão dos opostos originando-se uma terceira via, que não sendo uma coisa nem outra, se compara ao querer cozer batatas em água morna, mergulha a humanidade num agudo estado de insatisfação. Se misturarmos a água límpida com a água turva não é verdade que ficamos com ambas contaminadas? Das maiores desgraças obtidas por esta via, inglória, observamos o cristianismo em muitos sectores de mãos dadas com o seu rival liberalismo. A indiferença geral é tal que já nem se questiona a utilidade e a viabilidade da miscelânea liberal-cristã. É tudo entendido como normal, e passa esta infeliz mistura despercebida aos menos atentos. O cristão actual, aquele que recusa o tradicionalismo, orgulha-se de ser um liberal. Mas, sejamos lúcidos e questionemos: pode um cristão ser liberalista? Para responder a esta questão iremos apontar as grandes teses e preceitos quer de um quer de outro sistema. A mentalidade religiosa na sua busca pelo absoluto reconhece-o como espírito. Assim, louva-se a transcendência, presta-se culto a Deus todo-poderoso, venera-se a sabedoria suprema, levanta-se o espírito de obediência. Esta obediência é visível em São Paulo que apela à subordinação: "que todos se submetam às autoridades públicas, pois não existe autoridade que não venha de Deus" (Rom 13,1). A felicidade no homem sensato é atingida pela actividade racional, o corpo é encarado como o cadáver dos vícios, existe somente como lugar de passagem, o verdadeiro fim do homem está para além dele. A vida terrestre é encarada como uma preparação para a vida eterna, a fim de salvar a alma o homem purifica-se, encaminha-se para o bem, contribuindo para o bem social. O interesse pelo colectivo é incentivado, a razão de viver é poder fazer algum bem, o bom é bem servir o seu próximo. Ensina São Paulo que "nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum de nós morre para si mesmo" (Rom 14,7), e ainda que "ninguém procure o seu próprio interesse mas o dos outros" (1 Cor 10,24). Daqui resulta uma rigorosa preocupação pelos deveres e a exigência de uma sociedade organizada com base na autoridade.
O homem religioso procura a tranquilidade, primeiramente em retiro para descobrir a verdade na contemplação, depois vem naturalmente a teoria com vista à prática da acção eficaz. A acção eficaz é a boa acção, aquela que conduz à união, à prosperidade, à paz e ao amor. O homem contemplativo valoriza o mundo situado acima da natureza visível, valoriza, as boas vontades, as boas ideias. Da harmonia com o supremo bem, Deus, e com a natureza resulta a aceitação natural das diversas classes sociais. O universo é composto de muitas partes diferentes, de particulares diversos que todos juntos formam o uno, o todo coerente, a harmonia cósmica. O cristão repudia o egoísmo e a inveja, entende que o respeito das leis é um valor sagrado. A vitória sobre as paixões, a fascinação pela serenidade, a obediência à moral são motivo de orgulho para o homem religioso. Por natureza intrínseca o cristão fomenta a mentalidade produtora pois o valor do trabalho é inalienável, só assim será possível viver sem a abstenção dos bens essenciais, sem cultivar o parasitismo e criar excedentes para os mais necessitados que por várias razões se encontram incapacitados para produzir.
Na organização política da sociedade só há um caminho para a mentalidade obediente: a superioridade do Estado sobre o indivíduo, a ordem sobre o caos. O regime político ideal é a aristocracia onde os melhores governam, ou a monarquia onde o soberano representa a luz divina. Desta forma o ideal acontece quando a divindade toma o leme da nação, rumando para a ordem com base na justiça, materializada na figura de um soberano. A política é considerada um mal necessário, existe apenas para que o bem triunfe sobre o mal. O mérito do respeito pela hierarquia enche de alegria o coração do homem cumpridor, do homem que zela pelo seu dever. De longa data se sabe que do bem servir e de bem ser servido resulta a felicidade. O homem seguidor da justiça divina entende que os direitos conquistam-se pelo mérito, não podem ser comprados ou usurpados injustamente seja de que forma for. O cidadão adquire o estatuto de pessoa com direito ao reconhecimento das suas qualidades. O que lhe dá esse estatuto é precisamente o seguimento da razão que não se desvia do seu caminho natural. O natural é ser racional e a razão justifica a fé. Ninguém pode ser verdadeiramente feliz sem fé. O homem de fé usufrui da vantagem de não se deixar escravizar pelos vícios, é senhor de si, é verdadeiramente livre.
Da busca do bem como último fim para a vida advém a prevalência do divino sobre o animal, o primado da moral sobre os instintos, em termos freudianos: o superego sobre o id. A promoção da perfeição está sempre presente, a virtude é valorizada pois do dom e do esforço nasce a obra divina que alimenta o espírito. Quando o tema é a família, para que esta seja feliz e cumpra o seu objectivo, de acordo com a ordem natural, surge o culto do chefe de família entendido como a forma mais justa e próspera de organização do lar. São Paulo disse: "a cabeça de todo o homem é Cristo, a cabeça da mulher é o homem, e a cabeça de Cristo é Deus" (1 Cor 11,3). A natureza deu aos sexos diferentes caracteres e diferentes aptidões físicas, o cristão respeita as essenciais diferenças entre os sexos. Assim, para naturezas diferentes missões diferentes, este é um elementar princípio de justiça. A entrega do corpo, em intimidade ao outro, deve vir só depois de se celebrar o matrimónio e o adultério é vincadamente desincentivado, merecedor de punição, pois mina o contrato que se estabeleceu entre os parceiros e contraria a vontade de Deus.
Na economia a sua imagem de marca é o empréstimo sem juros. A Igreja católica sempre se opôs à incrementação dos juros. Enriquecer sem limites é um vício que deve ser banido, para além da cobiça desmedida provoca injustiças várias. A moral é um valor supremo, o homem racional a fim de bem coabitar com o seu semelhante não tem o direito de ser imoral ou amoral. Na questão da justiça defende-se a igualdade dos cidadãos perante a lei, preza-se o princípio da igualdade entre iguais e pratica-se a igualdade proporcional. A verdadeira igualdade consiste em dar mais àquele que merece mais. O cristão não nega a ciência nem o progresso, muito pelo contrário, o dinamismo, a insatisfação perante o sofrimento humano, a ânsia de fazer mais pelo próximo, e a inquietude perante a natureza caótica comprova isso mesmo. A ciência é um dom do Espírito Santo, a saber: “espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de temor do Senhor” (Isaías 11, 2). Condena-se contudo o fanatismo científico que subordina o homem à ciência. O homem não deve ser escravo das máquinas. O cristão valoriza o comprovado, a herança dos seus antepassados, as verdades eternas, como tal, é tradicionalista.
Debrucemo-nos agora sobre o liberalismo na sua forma primitiva, cujas raízes se encontram no humanismo caracterizado pela forte contestação à autoridade da Igreja Romana durante o Renascimento, mas, que dá corpo a todas as formas de liberalismo futuro. O liberalismo terá duas ramificações fundamentais consideravelmente distintas: O liberalismo de tradição britânica, cujo mito correspondente é a liberdade, de rompimento moderado com a ordem, fundado no egoísmo, e o liberalismo de origem francesa, cujo mito que lhe corresponde é o da igualdade, jacobino, totalmente subversivo, extremista, inconsequente e sanguinário, fundado na inveja.
Com o advento da mentalidade liberal o bom será enriquecer sem limites, defende-se que o enriquecimento é o verdadeiro fim da vida humana. Aparece a concepção da riqueza como valor supremo. Entender-se-á que a felicidade é atingida no prazer proporcionado pela ampla liberdade individual. E surgem pérolas destas: “a sociedade económica está, até um certo ponto, acima das regras morais válidas para o indivíduo” (Henri Denis). Os fisiocratas, inspiradores do liberalismo, agarraram-se ferrenhamente ao preceito de liberdade, a liberdade nos fisiocratas tomará o carácter de um dogma. Começa aqui uma incompatibilidade com a religião: ou a moral ou a liberdade. Donde resulta que os fisiocratas virão a defender que a religião deve ser suprimida para facilitar a expansão do liberalismo económico.
O liberalismo nasce do primado do particular e do reconhecimento do particular apenas como matéria. De seguida considera-se que só existe o que é atingido pelos sentidos, procurando uma explicação da matéria na própria matéria. Louvam-se autores empiristas como David Hume, Bannot de Condillac e outros do mesmo calibre, que reduzem todo o conhecimento humano aos factos, ao sensível. O corpo eleva-se, sustentado nestas limitações, a um fim em si mesmo e toma o valor de absoluto. Daqui à fundamentação da subjectividade foi um passo, a subjectividade trará a novidade da valorização do indivíduo autónomo que exalta o “eu”, o egocentrismo florescerá. Como resultado o bem e o mal tornam-se turvos, aparecem relativizados, dependerão do ponto de vista individual. No que diz respeito à perspectiva política, a sociedade organizar-se-á com base na autonomia individual, a fim de ser garante das condições que favoreçam o prazer do homem emancipado. A política existe apenas para assegurar as liberdades individuais. E vem o lema: o individuo primeiro! Abandonando a moral, que condiciona a obtenção do prazer desregrado, e os deveres com ela relacionados surgem as obsessões com os direitos. Entendendo, os liberais, a vida terrestre como aquela que permite o cúmulo dos prazeres, fomenta-se o desrespeito pelas leis pois estas, juntamente com a moral, são um obstáculo à maximização do prazer. Para se servir a exaltação das paixões, e se cultivar a fascinação pelo prazer abolir-se-á a moral. Ao contrário do homem religioso que vive para a construção da sociedade ideal, o homem liberal alimentar-se-á da sociedade, o bem comum será desprezado.
Ao proclamar a superioridade do indivíduo sobre o Estado o liberalista abrirá a porta ao anarquismo, seja o anarquismo revolucionário do século XIX, seja o anarco-capitalismo dos nossos dias. O regime político ideal do liberalismo é a democracia, onde as maiorias escolhem os seus representantes. Valorizando-se a opinião do número se descarta assim o valor da razão. Porém, a oligarquia, que é o governo dos ricos, ou a anarquia estão sempre à espreita. O oligárquico já era definido por Platão como um “ser imundo que de tudo tira proveito”. Como prova das suas insustentáveis incoerências, somos esmagados pela máxima da gloriosa conquista liberal, faceta relevante dos seus dogmas, que atribui direitos iguais a homens que são naturalmente diferentes. Ao cidadão é-lhe concedido estatuto de indivíduo, conta como um número, serve para eleger deputados e a sua cidadania fica por aí. Perante tudo isto será inevitável a promoção da decadência, pois o enriquecimento desregulado e os ataques à moral arrastam o homem para a desgraça, para o mais temível cenário de caos.
O homem liberal recusa intransigentemente qualquer divindade, toma por lema «o homem é a medida de todas as coisas», o homem surge agora ele próprio como um Deus, e vale tanto mais quanto maior a sua fortuna ou a sua impertinência. Ao contrário do cristão há, no homem liberal, uma prevalência do animal sobre o divino, o que importa é o corpo e os seus instintos, o discernimento e restantes faculdades intelectuais são menosprezadas. O pensar requer tempo e paz de espírito, longa meditação, mas o homem sempre apressado, de natureza irreverente, abominará a tranquilidade, entende-a como passividade. A nova ordenação familiar, trazida pelos fanáticos do lucro, produz a negação do chefe de família a troco dos pressupostos igualitários. Instala-se aquilo a que se virá a chamar a família democrática, ou seja, o desentendimento, a desordem, a violência doméstica, o desrespeito e o desnorteamento, conduzindo as famílias para a rotura. A turbulência no lar e a sua inviabilidade serão, pois, uma inevitabilidade. Desvalorizada a moral, o adultério quando não negligenciado será promovido, a troco do extremo prazer facilitar-se-á todas as promiscuidades.
Na vida económica descobre-se a fórmula mágica, o truque de emprestar dinheiro com lucro através de juros elevados. Para os liberais mais avançados a igualdade dos cidadãos perante a lei não será suficiente, como tal, mais tarde exigir-se-á a igualdade social. E, aqui, o mito da igualdade toma proporções incríveis. Alimentar-se-á da tendência para a igualdade desproporcional, que consiste em dar mais àquele que merece menos. Enquanto o liberal estará dotado de mentalidade revolucionária, de espírito de irreverência, presta culto a ídolos, não passando nunca da esfera da imanência, o cristão sustenta que a obrigação moral é uma manifestação da acção de Deus que nos manda fazer o bem e evitar o mal.
Os liberalistas do século XVIII entendem passar sem religião. Adam Smith, liberal de grande reputação, não esconde, afirmando-o, que “a estrada da fortuna e a da virtude são frequentemente opostas uma da outra”, porém nega-se categoricamente a via da rectidão, da excelência de carácter. A honra nunca simpatizou com o oportunismo, como tal, os liberais bem cedo trataram de a ceifar. Visando as amplas liberdade individuais apregoa-se a liberdade como condição de progresso, mas, por outro lado, esta liberdade desmedida é fonte de desigualdade social. Enquanto o liberal valoriza a extrema riqueza, o cristão tende a valorizar a sabedoria, a serenidade.
Um outro ídolo consagrado do liberalismo será Jeremy Bentham, fundador do utilitarismo, que defende “o útil deve ser o único critério da conduta humana e da legislação. Deve substituir inteiramente a noção de bem. Assim, a ciência substituirá inteiramente a moral e a religião”. Defende ainda que é necessário que a soma dos prazeres ou da felicidade seja tornada máxima, e que a única medida dos prazeres e das dores é o dinheiro. Henri Denis mostra-nos bem a mentalidade do homem que se quer alienar da sociedade a que pertence: “o homem distingue-se imediatamente do animal porque é consciente e quer ser livre”. Este conceito de liberdade é a liberdade dos instintos que se evadem da razão e a liberdade para se vigarizarem os homens uns aos outros. Enquanto que no cristão, o ser livre é o que se entende por livre-arbítrio, independência da razão em relação aos desejos, a liberdade disciplinada. São Paulo apregoava: “onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade” (2 Cor 3,17). A doutrina liberal defende uma concepção segundo a qual a liberdade humana consiste exclusivamente na possibilidade dada ao indivíduo de agir como entender em função do seu interesse pessoal, aqui se fundamenta a libertinagem. O interesse pessoal, é sabido, nunca coincide com o interesse colectivo mas mesmo assim o liberal avança cegamente para a sua alienação. “No fim do século XIX, as encíclicas sociais dos papas apoiaram-se na doutrina tomista [de São Tomás de Aquino] para condenar os socialismos e, ao mesmo tempo, os abusos do capitalismo”. A renitência em entender a existência de classes sociais é uma componente forte do liberalismo, daí que o combate à autoridade estatal, e futuramente a todo o tipo de autoridade, seja um ponto do seu programa. O desprezo pela moral, o exagerado interesse pessoal, a mentalidade consumidora instala-se com este homem que se auto-intitula moderno. Chegados a este ponto de situação, e ainda sem entramos nas teorias socialistas e comunistas que correspondem ao extremar do liberalismo, facilmente se evidenciam as enormes diferentes entre o homem tradicional que serve a ordem e o homem liberal que se alimenta da desordem. Os cristãos, e todos aqueles que buscam a união, que estejam alerta e escutem São Paulo quando diz: "cautela com os que provocam divisões e escândalos contra a doutrina que aprendestes" (Rom 16,17). A questão do divórcio, a questão do aborto, a questão da homossexualidade, prova bem o grau do extremismo liberal.
A grande tese liberal que continua na moda é a dos cidadãos livres e iguais tal como defende o filósofo político americano, extraordinariamente influente, John Rawls. Os seus partidários pretendem uma sociedade justa e estável de cidadãos livres e iguais que assegure os direitos e liberdades básicas dos cidadãos. Contudo, não há cidadãos que sejam livres e iguais, a imposição da igualdade torna os indivíduos escravos de um poder que não os deixa crescer espiritualmente. A liberdade faz com os indivíduos se diversifiquem, logo nunca poderão ser iguais. A premissa dos cidadãos livres e iguais não tem qualquer fundamento na ordem da natureza, é apenas um pressuposto, um dogma, uma crença. Todos os que se opõem ao liberalismo sabem que o homem só é livre se cumprir o seu dever. Outra grande tese é a da tolerância com vista à diversidade de doutrinas políticas, religiosas, filosóficas e morais. Esta tolerância apareceu para que não fosse possível a adopção de uma única verdade, serviu assim os propósitos das forças da divisão. A tolerância apareceu como grande inimiga do cristianismo na Europa, a fim de o enfraquecer. È a aplicação legitimada da velha máxima: dividir para reinar. A conclusão a que inevitavelmente se chega é que ser cristão e liberal acarreta em si um grande equívoco, uma enorme contradição. A cosmovisão ordenada cristã forma servidores e senhores, a intelectualidade liberal exploradores e escravos. Para obter escravos em número elevado, e de forma dissimulada, fomenta-se, através do facilitismo nos estabelecimentos de ensino, e das pirosices nos media, o embrutecimento das populações. Os liberais a fim de criar uma ordem social fazem fé nas leis económicas, os cristãos têm fé no supremo bem, as leis que seguem são mandamentos divinos. O liberalismo cresce com a competição desleal, com o desenrasque, com o improviso, porém em tal ambiente nunca se terá sossego e no meio de tanta corrupção e da recorrência à intrujice para se poder sobreviver o homem entra em autodestruição. Há cerca de dois mil anos atrás São Paulo dizia: “se vos mordeis e devorais uns aos outros, cuidado, não sejais consumidos uns pelos outros” (2 Gal 5,15).
O liberalista vai pelo caminho do laicismo, do naturalismo, do materialismo e do individualismo, visando a ruptura com todo o conservadorismo a fim de transformar a sociedade. O religioso opta pelo caminho do realismo, do idealismo, do altruísmo e do espiritualismo, respeitando a tradição. Na forma de organização laboral, no cristianismo surge a tendência para a corporação, no liberalismo a tendência para o sindicalismo. O liberalista nutre simpatia pelas revoluções enquanto o homem contemplativo que tudo busca na sua interioridade prefere a evolução natural. E, para não me alongar mais, enquanto o liberal tolera o cristão perdoa.
Bibliografia:
Henri Denis, História do Pensamento Económico, Livros Horizonte.
John Rawls, O Liberalismo Político, Editorial Presença, 1997.
São Paulo, Bíblia Sagrada, Cartas de São Paulo, Difusora Bíblica, Lisboa, 2001.
8 comentários:
Li com atenção este artigo e gostei no entanto, o Cristianismo verdadeiro, é que aquele que é simples,claro e que se pode pôr em prática na vida do dia a dia, será esse meu objectivo ao pôr aqui artigos neste blog.
continuarei a pô-los e depois agradecia que me informassem que querem ou não que continue.
Saudações cristãs,
Sr. Rui Barandas,
Talvez o melhor seja deixar os seus trabalhos nas caixas de comentários, aqueles que merecerem destaque serão publicados em hora oportuna.
Saudações cristãs.
movimento «Portugal pró Vida», está a recolher , também,7.500 assinaturas para entregar no Tribunal Constitucional, criando, assim, um novo partido político.
Caro NC,
Junte-se a Nós.
http://portugalprovida.blogspot.com/
Desejo as melhores felicidades para o Portugal Pró-Vida. Relativamente ao convite aqui apresentado considero-o uma honra, porém, por razões a que me escuso tornar públicas, estou de todo indisponível para apoiar qualquer formação partidária.
Faz efectivamente falta um partido conservador e sem complexos em se afirmar anti-liberal no espectro político português.
Os melhores cumprimentos,
Novidade das Edições Réquila: "A Genealogia do Pensamento Nacionalista" de Fernando Campos.
edicoesrequila.blogspot.com
´
E muito difícil de momento poder abrir-se um novo partido, mesmo com as assinaturas, pois nós já nos informamos com gente lá do Tribunal Constitucional e eles estão a travar novos movimentos políticos, especialmente pARTIDOS NACIONALISTAS
Rui Barandas
Saudações. Embora já tenha passado por esta sua casa, apenas agora segui a sugestão de ler este texto.
Efectivamente vivo (pelo menos assim julgo) cativo da contradição de ser cristão e liberal.
Concordo com quase tudo na sua definição do cristão, concordo com muito pouco com a sua definição do liberal.
A sua pesquisa foi aturada e utiliza o já desaparecido Rawls do qual gosto muito e Denis que estudei para passar a Economia...
A citação de Adam Smith que não conhecia também é uma suspresa que agradeço e faz todo o sentido os jacobinistas do mercado só citam a parte da Obra de Smith que lhes interessa e esquecem que era um Professor de ètica que acabou como funcionário público!
Parece-me que quando estamos perante conceitos polissémicos e eminentemente subjectivos.
Quer a Fé, quer a Liberdade são vividos de forma diferente por cada um. Dirá que estou a cair na contradição, mas é o que a minha razão alcança!
A própria Igreja e a forma como foi progressivamente alterando a sua posição sobre o juro é exemplo disto. Não o digo de uma forma negativa mas de como as instituições se adaptam a novas realidades.
Cumprimentos
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