
Celebra-se hoje, 15 de Maio, o Dia Internacional da Família. A celebração deste dia deve ter como objectivo consciencializar os cidadãos para os problemas que actualmente minam a vida da família e corrompem a sua união. A família é a realização plena de todo o ser humano normal, contudo o divórcio em flecha, a infertilidade e o aborto permitido, merecem-nos especial atenção e profunda reflexão. Exige-se, numa primeira linha, que os governantes e a sociedade assumam os compromissos necessários para a resolução do problema gravíssimo da “família moderna doente” e não contribuam para a sua propagação. É sabido que não existe um conceito único de família, nem um consenso universal em torno da sua definição. Porém, há a necessidade de encontrar as fórmulas que apresentem os melhores resultados. Numa segunda linha, esquecendo a sociedade materialista e imoralista, cabe ao próprio cidadão consciente refundar as boas normas esquecidas e ajudar a preparar as nossas crianças para que, chegada a hora, sejam bons maridos e boas esposas. O casamento tem uma origem divina, sem ele a continuação da vida estaria comprometida e a felicidade dos povos arruinada. Para que a família seja bem sucedida e feliz é preciso aplicar o princípio de chefia, uma família sem ordem, sem a bênção do respeito e da disciplina terá um único fim: a sua destruição. Deve prevalecer a paciência, o amor e elementares princípios de justiça. Os maridos devem atribuir honra às esposas em ambiente de bondade e respeito e estas responder-lhes com total fidelidade e profundo respeito. O feminismo, o individualismo e o consumismo são os maiores cancros da família. Outro problema a ultrapassar prende-se com o cultivo da irreverência nos filhos como sinal de emancipação e modernidade. A palavra-chave aqui é a obediência, os filhos têm obrigações inquestionáveis para com os seus pais e não o inverso, a subversão hierárquica, como actualmente se pretende. A verticalidade familiar deve ser recuperada.
Todos temos obrigação de reconhecer o papel fundamental que a família desempenha na sociedade. A família é a instituição nuclear da sociedade, é a célula fundamental de uma nação. É na família que aprendemos os ideais que nos hão-de guiar ao longo da nossa vida. É na família que os valores ancestrais e a responsabilidade são mais naturalmente adquiridos. É ainda na família que se fomenta a partilha, o respeito, a lealdade e a solidariedade, tão necessários à formação individual, à coesão social e ao enriquecimento da comunidade a que pertencemos. O Estado e as organizações da sociedade civil devem promover os meios que permitam à família sobreviver ao caos em que o relativismo moral nos enfiou. Cabe à família educar, transmitir valores, cultivar a exigência, negar o facilitismo, o comodismo e o parasitismo, fazer a ponte entre as gerações do passado e as gerações do futuro, no fundo estruturar o verdadeiro desenvolvimento humano que permita ao homem regular-se por nobres padrões de excelência.
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