Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Dia da Sagrada Família

Jan Brueguel, o velho (1568-1625) - A Sagrada Família
Comemora-se hoje, dia 30 de Dezembro, a Festa de Jesus, Maria e José - a Sagrada Família. Esta celebração é sempre muito oportuna, especialmente na actualidade totalmente mergulhada no fosso do individualismo. A instituição tradicional da família, entendida cristãmente, ou seja, estruturada em torno do casamento monogâmico e indissolúvel padece de grave crise. O divórcio, o aborto e mais recentemente o chamado "casamento homossexual", sempre fomentados por quem daí tira algum lucro, estão a ser introduzidos livre e impunemente nas legislações de todo o mundo. A ordem natural está virada do avesso violando-se gravemente a justiça que assenta no direito do valor. Entende-se como valor a vontade universal e unificada, aquilo que é recto. Deus, como Criador, tem o direito de ser obedecido pelos indivíduos, pelas sociedades e pelas nações. Numa época em que tanto se apregoa os direitos humanos lamenta-se que poucos se lembrem dos direitos de Deus. Estamos ainda dentro do tempo do Natal que é um tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus que se fez Homem. Não esquecer que a família é a célula fundamental das nações que se pretendem equilibradas, prósperas e felizes.

Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Perseguição à Igreja Católica no Regime Comunista



Communismus cum intrinsecus sit pravus
Pio XI, AAS, t.XXXI, p.96.

O que constitui a base filosófica do marxismo é o materialismo dialético...
materialismo absolutamente ateu,resolutamente hostil a toda religião.
Lenine, Obras, t. XV, p. 371.

Para a maioria de seus adversários, o comunismo é conhecido e combatido sobretudo como o inimigo mortal das liberdades políticas e democráticas. Outros, que procuram aprofundá-lo, consideram nele uma doutrina social e um sistema de economia política que tem no seu ativo um certo número de realizações, concebidas, aliás, fora de toda preocupação espiritual.

Mas o comunismo como filosofia, o comunismo como negação do sobrenatural, como mística de ação ameaçando os valores essenciais da Revelação cristã, como sistema dominado por um ateísmo radical, este comunismo é desconhecido da maioria, malgrado os ensinamentos e as advertências reiteradas da Igreja já desde algumas dezenas de anos.

Talvez que a passividade de sobejos cristãos em face do perigo comunista se explique pelo fato de ligarem eles mais importância ao caráter político e social do comunismo do que ao seu aspecto espiritual: o partido sobreleva à ideologia, o programa à tese, a tática ao fim. E essa atitude talvez explique também a sedução que o comunismo não cessa de exercer sobre certos espíritos, mesmo depois das repetidas condenações da Igreja. É um fato que o comunismo é mal conhecido sob o seu aspecto espiritual e religioso.

Ora, os acontecimentos sobrevindos, de 1945 aos nossos dias, nos países onde o comunismo conseguiu tomar o poder, mostram claramente que a perseguição religiosa fica sendo uma das constantes fundamentais, inexoráveis do marxismo. Jamais foram renegados os textos clássicos do comunismo sobre a edificação da sociedade socialista partindo da luta contra os “preconceitos religiosos de todo gênero”. A única novidade em relação ao passado é a organização metódica, a aplicação da dialética marxista, a implacável concatenação dos fatos, coisas estas que fazem da perseguição exercida nas “democracias populares” uma verdadeira operação científica.

Na sua conquista do poder e no exercício deste, os comunistas — sejam eslavos, latinos, bálticos ou húngaros — têm-se servido dos mesmos métodos. Pode-se com razão falar de uma “técnica do golpe de Estado” e de uma “técnica de governo” próprias a todos os regimes comunistas. O que pode ter variado — e de fato varia — é a aplicação desses métodos; a tática comunista aconselha, com efeito, servir-se deles e lhes dosar o uso em função das circunstâncias particulares da história, da mentalidade, das instituições, das tradições de cada povo. Mas, nos limites dessa “elasticidade tática”, o processo de base persiste idêntico no essencial, porque fundado na mesma doutrina do materialismo dialético, de onde com rigorosa precisão são tiradas as regras práticas de ação.

O mesmo sucede na luta contra a religião e a Igreja, tal como se pode observar desde há dez anos.

Segundo os princípios deles, a religião é combatida em nome da “ciência”, como não passando de uma velhacaria que desvia o homem do seu próprio fim, fim que é o de rematar nele a evolução da matéria; é combatida em nome do “progresso social”, visto ser o “ópio do povo” e visto as suas promessas do além manterem na sujeição os oprimidos deste mundo. Ora, sem renegarem nenhum destes princípios que lhes inspiram diretamente a sua ação sistemática contra a Igreja, sem perderem de vista o fim último dessa luta, que é a liquidação da religião ao mesmo tempo que da sociedade capitalista, da qual é ela parte integrante, os comunistas sempre têm levado e ainda levam rigorosamente em conta as circunstâncias.

Continuar a leitura do texto aqui.

(Albert Galter, "O Livro Vermelho da Igreja Perseguida", pp 11-25, Vozes, 1958)

Sábado, 8 de Dezembro de 2007

Feriado em Honra de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal

A Imaculada Conceição, por Bartolomé Murillo

Comemora-se hoje, 8 de Dezembro, o dia da Imaculada Conceição. Imaculada Conceição de Maria significa que a Virgem Maria foi preservada do pecado original.

A celebração de uma padroeira é uma expressão de respeito por aqueles que confiam na presença de Deus nas suas vidas. Ao longo da História de Portugal, sobretudo em momentos difíceis, quando o país perde a confiança em si próprio, é vulgar observarmos esta evocação divina, fonte de esperança, para refazer Portugal.
D. Afonso Henriques, em plena Reconquista por terras de Santarém, pediu a Graça Divina para enfrentar os sarracenos e a partir daqui não mais se deixou de a pedir.
Também D. João I, antes da Batalha de Aljubarrota, colocou nas portas da capital inscrições de louvor à Virgem, acabando com a construção do Mosteiro da Batalha, dedicado a Nossa Senhora, em reconhecimento da sua intercepção; o mesmo se passou com o seu esforçado companheiro D. Nuno Alvares Pereira, também ele, em agradecimento a Santa Maria, mandou construir o Convento do Carmo, em Lisboa.
O rei D. Duarte também reforçou a devoção a Maria, que foi, assim, acompanhando a vida dos portugueses. Apesar de a veneração, como vimos, desde há muito estar enraizada na Fé dos portugueses, só com D. João IV se oficializou. Com efeito, nas cortes celebradas em Lisboa, no ano de 1646, este monarca declarou a Virgem Nossa Senhora da Conceição Padroeira do Reino de Portugal, prometendo-lhe, em seu nome e no dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro. Ordenou o mesmo soberano que os estudantes da Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição. Comemorou, ainda, este facto com a cunhagem de moedas de ouro e de prata, gravadas no reverso com a imagem de Nossa Senhora. Esta iniciativa régia foi igualmente responsável pelo acréscimo do culto da Imaculada Conceição ao longo do séc. XVII, bem ilustrado pela construção de capelas um pouco por todo o país. Ao longo da 4ª dinastia e até à actualidade nunca mais se abandonou esta veneração.
O dogma da Imaculada Conceição foi definido pelo Papa Pio IX, em 8 de Dezembro de 1854.
O Dia da Mãe possui uma carga de afectos e de sentimentos de piedade muito grande.

Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Portugal envelhece e morre

A melhor prenda de Natal: Uma criança portuguesa
Portugal tem défice de 47 mil nascimentos/ano. O número de bebés tem vindo a diminuir nos últimos anos.
Em Portugal nascem cada vez menos bebés. Contas feitas, estima-se que para uma renovação de gerações, ou seja, para que o número de partos fosse superior ao número de óbitos, seriam necessários mais 47 mil nascimentos por ano. Isto porque nas duas últimas décadas a quebra na natalidade fez com que ‘não nascessem’ 900 mil crianças.
O presidente da APFN, Fernando Castro, explica: “Para haver uma renovação de gerações era necessário que nascesse uma média de 2,1 filhos por cada mulher. Para que isso acontecesse seriam necessários mais 47 mil nascimentos. Ora isso não acontece, porque a média de nascimentos por cada mulher é de apenas 1,4.”
Portugal registou 109 457 nados vivos, em 2005, mantendo a média de 1,4 filhos por mulher, revela o Instituto Nacional de Estatística. Esta média, que se verifica há duas décadas, indica que "a substituição de gerações não é assegurada no nosso país", defende Mário Leston Bandeira, presidente da Associação Portuguesa de Demografia (APD).
http://www.correiomanha.pt/comentario.asp?idCanal=0&id=223000

Esta triste realidade, de extrema gravidade, fez agora um ano que veio a público. Significa que, neste momento, temos menos 47 mil portugueses do que em Dezembro de 2006.
A partir desta notícia, pode ser retirada a seguinte conclusão: As políticas aplicadas nas últimas décadas reduzem drasticamente a natalidade. As políticas em vigência provocam inevitavelmente o extermínio do povo português e a sua substituição por outros alienígenas quaisquer. As políticas vigentes não só não servem os interesses dos portugueses como são também criminosas. Há políticos portugueses, conhecidos de todos que são responsáveis por estas políticas. Estas políticas são inadmissíveis, e os políticos que as põem em prática criminosos contra a humanidade e traidores do seu povo. Os políticos responsáveis devem ser punidos.